|
|

Chan Chan
Fomos conhecer Chan Chan, as ruínas arqueológicas da civilização Chimu, que fica entre Huanchaco e Trujillo. Os Chimus viveram bem antes dos Incas e foram conquistados por eles em 1460. Na chegada se vê muitos andaimes e gente trabalhando pra desenterrar e recuperar as edificações. Uma grande parte ainda está soterrada. Com um sol de rachar entramos na primeira parte aberta `a visitação e ficamos impressionados. Muito lindo, tudo feito de adobe, e em perfeito estado de conservação. Até os detalhes de animais esculpidos nas paredes estavam muito conservados. Chan Chan é considerado a maior cidade de adobe do mundo. Suas muralhas de até 12 metros de altura cercam muitas preciosidades, um templo de cerimônias, corredores labirínticos, urnas funerárias e até um lindo lago. Tudo isso construído com um design bem característico e uma argila de cor fantástica. Dentro se ouve o barulho do mar, o que ajuda a entrar em outra atmosfera. O João estava morrendo de sono mas quando entramos ele despertou e ficou a mil. Engatinhou pelos labirintos, subiu as rampas e escadas e ainda queria se atirar no lago. Esse passeio pode ser facilmente feito de ônibus coletivo. Pagamos 1 Sol de cada passagem mais os 12 Soles da entrada do parque. Se fossemos no tour que nos foi oferecido um dia antes teríamos pago 45 Soles mais os 12 Soles da entrada. Voltamos pra Huanchaco a tempo de almoçar um ceviche e pegar uma praia. Chan Chan vai ficar gravado na memória durante muito tempo. |
|
|
 |
|
|

“Feliz Navidad” - Quebrando as regras!
Ontem `a noite estávamos conversando sobre o que faríamos no Natal e o Fernando me disse que sou cheia de regrinhas... rrrrrrssssss Na verdade, estou bastante mexida com esse fim de ano (s)em família, tão diferente do habitual. Este ano não teremos ceia, roupas brancas na virada e talvez nem sequer estejamos acordados `a meia noite. Joãozoca tem dormido por volta das oito, nove da noite e a gente tem acompanhado, pois a cada dia enfrentamos tantas informações novas que ao final estamos exautos e acabamos virando abóbora super cedo também... Viajar com um bebê tranqüilo como o João é sensacional, mas como qualquer outro serzinho que depende exclusivamente dos adultos, é bem cansativo também. E ele está cada vez mais levado!!!!! Durante esse tempo todo contamos um pouco das nossas aventuras, dos lugares por onde passamos, das pessoas que conhecemos, de como o nosso pequeno tem reagido diante de tanta novidade, demos algumas dicas e agora, principalmente nesse atípico fim de ano, creio que é hora de parar e refletir um pouco. Estamos a mais de dois meses na estrada, a saudade das nossas famílias e dos nossos amigos é muito grande, mas graças a Deus temos enfrentado todas as adversidades com muita coragem, disposição e um tanto de bom humor. Claro que nesse meio tempo já passamos por muita coisa, muitas que não cabem expôr também, mas têm dado tudo certo. Como o Fernando falou no primeiro post é muito difícil se desprender das coisas... No nosso caso, foi uma decisão bastante delicada entrar nessa empreitada, considerando que estaríamos fora em datas tão marcantes, como a formatura da nossa tão querida e amada Clarica e nas festas de Natal e Ano Novo. Conversamos muito e chegamos `a conclusão que se não aproveitássemos essa chance que temos agora para realizar esse sonho, talvez não o faríamos mais. Estamos no momento ideal, em que os dois estão trabalhando como free-lancers, o João ainda não está na escola e fim de ano no Brasil normalmente é bastante fraco de trabalho na nossa área... Tudo resolvido, tentamos organizar a enorme burocracia, contando com a ajuda de muita gente, como das maravilhosas avós e dos nossos queridos amigos. E agora estamos aqui em Mancora, no litoral norte do Peru, esperando o Natal passar para continuar a viagem. Como vai ser a nossa comemoração? Não faço a menor idéia... Com certeza não vai ter presentes, nem papai noel, nem ceia... E onde estaremos no ano novo? Também não faço idéia... Mas apesar da pouca ou quase nenhuma produção acho que estamos vivendo o que de fato representa o espírito dessas comemorações, que é poder estar em família – mesmo que bem reduzida, pois falta muita gente muuuuuuito importante para nós... – com harmonia, saúde, amor, paz, cuidando um do outro, tentando ter paciência, tentando aprender, tentando ser mais simples, menos exigente, ter mais atenção, dividir mais, ..., enfim, quem sabe crescer um pouco para ser mais... Acho que estamos no caminho certo e agradeço diariamente por isso! E agora já estou até mais aliviada ao perceber que, apesar da falta de tradição, o mais importante já temos de sobra – estamos vivendo... Fico por aqui, desejando um ótimo Natal e que 2008 traga muita luz, amor, saúde, paz e que possibilite a todos ter mais tempo, tempo para si, para a família, para os filhos, os amigos, para o lazer, para meditar, ...; tempo, mais tempo para viver!
A foto do João e do Fernando com o Papai Noel foi em Lima, no centro, no ápice da confusão de compras de fim de ano. Era tanto barulho e tanta gente, que foi complicado para andar e até respirar... rrrrss |
|
|
 |
|
|

Caballitos de totora
Decidimos cruzar o norte do Peru pelo litoral curtindo as praias e dando um tempo de montanhas.Viemos pra Tujillo,,uma das cidades mais antigas daqui e bem agitada. Para fugir da confusão fomos logo pra Huanchaco, uma linda cidadezinha que tem umas praias maravilhosas, algumas são o paraíso dos surfistas devido `as ondulações perfeitas. Aqui reina a paz e tranqüilidade. O João já está local, só quer saber de praia e comer peixe. Continuamos nos deliciando com os ceviches. Os pescadores mantém a tradição de seus antepassados pescando em seus “caballitos de totora” ( uma espécie de caiaque feito artesanalmente com palha de totora ). Um tipo de pesca bem primitiva e interessante. Quando estão voltando pra praia eles vem surfando carregados de peixe. João fica horas subindo e descendo, escalando os caballitos. |
|
|
 |
|
|
 Chinatown de Lima
Resolvemos ir almoçar no bairro Chinês e conhecer o centro de Lima. Aqui os contrastes sociais são muito visíveis e óbvios, basta sair da bolha de Miraflores que se depara com o mundo real.Um forte impacto que impressiona mesmo um brasileiro. Queria assistir uma tourada mas a temporada já acabou. Caminhamos pelas ruas cheias. Todos fazendo compras de natal. Cruzamos com uma procissão e chegamos a linda praça San Martin e Plaza Mayor. Vendo essas praças se tem idéia de como Lima foi uma cidade próspera e poderosa. Hoje o centro é muito degradado e sujo. Quando a fome apertou seguimos pro bairro Chinês. Uma multidão ainda maior, creio que todo mundo teve a idéia de almoçar ali. Pode parecer contraditório, mas a Ana, diante daquele tumulto, se sentiu aliviada de morar na caótica São Paulo. Comemos muito bem depois de lutar por uma mesa. Na saída, o João cismou de mamar no meio da rua, nem deu bola pro batalhão de gente ao seu redor. |
|
|
 |
|
|

Mamadeiras em Lima
Nossa chegada a Lima foi um pouco confusa. Chegamos no centro, onde uma multidão frenética se acotovelava na maratona das compras de fim de ano. Para escapar um pouco do caos fomos procurar hotel no sofisticado bairro de Miraflores. Ficamos bem pertinho do Parque Central, no meio do agito. Muito bom estar de volta a uma cidade grande. Ótimos restaurantes, livrarias, museus, cafés e tudo de bom que uma metrópole tem a oferecer. Aproveitamos pra comprar os presentes do João aqui. A Ana comprou um jogo desses de encaixar, que ele adorou. E eu dei um livrinho novo pois ele tinha perdido o que mais gostava em alguma cidade que passamos. Ficou todo feliz com os presentes. Outra novidade é que aqui em Lima ele começou a tomar leite na mamadeira. No Brasil já tínhamos tentado dar leite em todo tipo de mamadeira, algumas importadas com mil recomendações. Aqui não teve nenhuma frescura, ele simplesmente se atracou com um “biberón” peruano e mamou de uma vez 200ml !! Fato inédito!! Tem comido de tudo, até sorvete ele provou. Fomos a praia, deu até pra pegar um bronzeado mas não mergulhamos, a água estava muito gelada. João se divertiu com as pedrinhas e com os parapentes coloridos que enfeitavam o céu.
|
|
|
 |
|
|

De volta ao Pacífico
Nosso objetivo não era a Reserva Nacional de Paracas mas o destino nos trouxe até aqui. Confesso que foi muito bom ter vindo, é muito lindo esse lugar. Alugamos umas bicicletas para conhecer as praias desertas da reserva. Não sabíamos se daria certo pois seriam quase vinte quilômetros pedalando, com toda nossa falta de preparo físico. Não aconselho ninguém que seja tão sedentário quanto eu a pedalar 20 km, ainda mais com um bebê de 10 quilos pendurado no pescoço e vento contra. Enfim conseguimos chegar na maravilhosa praia de Lagunillas, um verdadeiro paraíso, cercado por um deserto de dunas e falésias gigantes. Até saiu um sol e o João pode dar seu primeiro mergulho nas águas geladas deste novo oceano. Ele brincou muito na areia, ia engatinhando até a beira d’água e quando vinha uma onda muito forte fugia correndo e rindo. Enquanto isso eu e Ana tomamos uma merecida cerveja com um delicioso ceviche de linguado. Ceviche é um prato típico, trata- se de peixe ou mariscos frescos, crus, marinados no suco de limão com pimenta e condimentos. Sensacional, perfeito com uma cervejinha. Os peixes e frutos do mar daqui do litoral do Peru são excelentes. Na volta vimos uns destroços de barcos a mais de cinqüenta metros da praia. Nos disseram que depois do terremoto vieram umas tsunamis , ondas de mais de sete metros que derrubaram todos restaurantes e arremessaram os barcos bem longe, assustador. A pedalada da volta foi mais cansativa apesar do vento a favor, creio que pela barriga cheia e pelo traseiro meio prejudicado. Chegamos de volta ao vilarejo de Paracas anoitecendo. |
|
|
 |
|
|

As curvas de Abancay
Tomamos um ônibus pra Abancay com o objetivo de ir até Ayacucho. Queria conhecer esse lugar que todos falam ser muito lindo. Em Ayacucho que surgiu o Sendero Luminoso, grupo revolucionário que aterrorizou o Peru nos anos 80. Lá, volta e meia surgem novos focos de terrorismo e guerrilha. Há muitas organizações e partidos clandestinos. O fato é que depois da nossa viagem de cinco horas pelas montanhas de Cuzco, não suportamos as curvas e solavancos e tivemos que parar em Abancay, um povoado no meio do caminho. Eu e Ana ficamos muito enjoados, mareados pra valer. Descemos correndo na rodoviária e tomamos um táxi pra um hotel perto. Ficamos de molho o resto do dia, nos recuperando. O João não sentiu nada, estava ótimo. Ele até curtiu passar o dia no hotel, tomou vários banhos pra combater o calor e comeu uns potinhos de frutas. Essa rota pra Lima via Ayacucho é muito interessante,mas é necessário ter estômago forte. Seriam mais dez horas de viagem até lá e dessa vez em estrada de terra. Depois mais quinze horas até Lima. Rapidamente cambiamos e tomamos o rumo do litoral. Tomamos um ônibus noturno pra Pisco, também um longo trajeto. Quando chegamos lá de manhã foi um susto. A cidade está destruída, depois do terremoto que sacudiu o sul do Peru em Agosto passado. Muito triste ver de perto a tragédia, quarteirões inteiros demolidos. As pessoas nas ruas ainda trabalhando pra retirar os escombros,limpando e reconstruindo suas casas. Muitos morando em acampamentos de ajuda humanitária. Ouvindo os relatos das pessoas e vendo o tamanho da tragédia deu vontade de chorar. Seguimos então pra vizinha vila de Paracas, onde a destruição do tremor foi menor. Não consegui fotografar as tristes cenas que vi, mas nessa noite dormi com elas na cabeça. |
|
|
 |
|
|

Dura despedida
Poucos lugares nessa viagem foram tão difíceis de deixar quanto Cuzco. Realmente é um lugar muito especial, ficou marcado pra gente como o lugar dos primeiros passos do João. O carinha tinha que escolher o Vale Sagrado pra começar a caminhar, começou bem ! Pensamos em seguir a viagem pelas montanhas até Lima, num longo caminho. Uma boa dica pra quem pretende viajar de ônibus por essas bandas é comprar os bilhetes nos terminais ou rodoviárias. Sempre há oferta de passagens nos hotéis ou agencias de turismo, mas são sempre muito mais caras. É muita cara de pau revender as mesmas passagens por até quatro vezes mais. Enfim, depois do nosso último pôr do sol na Plaza de Armas, com toda a boa energia armazenada fomos jantar e dormir, com esperança de passar rápido por uma cidade tão acolhedora e mágica. A foto acima é na gigantesca porta da catedral, o João passou horas brincando por ali. A outra é com mais uma lhama que ele adorou. Ele fica louco com os bichos, quer pegar, fazer carinho e sempre acaba puxando suas orelhas e rabos. Sua última travessura foi durante o banho com a Ana. Ele agarrou a mangueira e puxou tão forte, que o chuveirinho despencou no chão. Depois morreu de rir. Deu tanta gargalhada que no fim até engasgou. Como diria sua vó materna, “adora uma coisa mal feita”.
|
|
|
 |
|
|

Fogo em Chinchero
Depois de Machupichu resolvemos ficar mais um tempo no Vale Sagrado em vez de voltar rápido pra Cuzco. Fomos pra Urubamba e descolamos um hotel simpático. Dormimos por quatro horas, de puro cansaço. Aproveitamos o dia nublado e chuvoso pra repor as energias. Almoçamos muito bem e compramos um monte de comida num mercadinho. Esse dia só comemos e dormimos. No dia seguinte nos mandamos pra Moray, umas ruínas incas lindas perto da cidadezinha de Maras. Como se vê na foto ( tem duas pessoas lá embaixo, do tamanho de formigas ao lado da Ana e João ) parece um enorme anfiteatro, mas na verdade era um lugar para experiências agrícolas. Cada camada de terra reproduz um tipo de clima e solo diferente, assim podiam ser cultivadas diversas espécies de alimentos. Nesse lugar há cerca de 400 ruínas como essa. Depois fomos conhecer as salinas de Maras, de onde os incas tiravam o sal e onde até hoje muitas famílias sobrevivem exclusivamente dele. O motorista de táxi que estava conosco nos explicou que o sal na época dos incas valia mais que ouro, muito loucos esses incas... A vista é surpreendente, no meio de uma montanha super árida aqueles terraços todos branquinhos, lindo. Mais uma vez o João engatinhou muito sobre o sal e até comeu uma pedrinha fazendo um monte de careta. Depois nosso táxi nos deixou na estrada pra pegar um ônibus. Como só passava ônibus cheio, nos enfiamos num que parecia mais confiável apesar de lotado de gente. Seguimos em direção a Chinchero pra visitar mais umas ruínas, só que no meio da estradinha de terra o motor superaqueceu e começou a pegar fogo. Foi uma correria danada pra sair de dentro do tal ônibus, tipo cada um por si e todos querendo passar pela única porta de saída. Felizmente controlaram o fogo e não houve nada grave. Seguimos pra Chinchero e depois pra Cuzco. O João nem sequer percebeu toda confusão. Graças ao seu anjo da guarda, que é dos bons, dormiu durante todo o episódio pirotécnico.  |
|
|
 |
|
|

Aventura em Machu Pichu e Wayna Pichu
Todos os centavos pagos (e foram muitos!) valeram a visita a um dos lugares mais lindos e instigantes da nossa viagem – Machu Pichu. É difícil explicar, mas é completamente diferente estar nessa cidade de pedra - onde viviam cerca de 500 pessoas, as mais importantes, tais como astrônomos, agrônomos, todos os pensadores da civilização inca – e ver fotos, guias ou cartões postais. Só ao chegar lá se tem a dimensão da grandiosidade, da beleza e riqueza do lugar. Saímos `as 05:30 do hotel e antes mesmo dos portões abrirem já estávamos ansiosos na fila de entrada. Estava bem vazio pela manhã e pudemos aproveitar todo o tempo disponível de permanência no parque (das 6 da manhã `as 17h). Quando subimos os primeiros lances da escada inca ainda estava bastante nublado e, como mágica, as nuvens foram descobrindo uma paisagem tão linda e incrível! João, logo na chegada, já “deixou” sua marca registrada: foi a primeira troca de fraldas do dia... Fizemos o tour com um grupo e uma guia, que durante três horas contou muitas estórias. Ao final, decidimos descansar um pouco, tomar café da manhã para em seguida escalar o Waynapichu, o morro mais alto da imagem clássica de Machu Pichu e que tem cerca de 400 metros a mais . O tempo em média para subir é de uma hora, mas demoramos umas duas horas e meia, afinal estávamos pesados com nosso equipamento e o João. Todos que encontrávamos pelo caminho nos estimulavam e cumprimentavam o valente, corajoso e forte pai, que o carregou durante todo o tempo. Foi como uma maratona morro acima mas valeu a pena! Ao chegarmos ao topo nos deliciamos com inúmeras paisagens deslumbrantes por todos os lados. De cima, Machu Pichu fica ainda mais fantástica. Estávamos exautos, mas completamente revigorados com belezas naturais tão envolventes e maravilhosas. Uma outra dica, pra quem curte estampas é na saída pedir o carimbo de Machu Pichu no passaporte, eles só dão se for pedido, não vale nada mas é uma boa recordação. Ao descermos o sol resolveu aparecer (foi um dia nublado perfeito para aventuras) e pudemos relaxar naquele gramado verdinho, com outra perspectiva linda de Machu Pichu. João mamou muito, engatinhou, percorreu todos os caminhos incas e brincou com uma lhama. Com toda aquela energia boa ele era só sorrisos, aliás nós três descemos de volta flutuando, extasiados.
|
|
|
 |
|
|

Primeiros passos
Ainda no Vale Sagrado visitamos um pequeno vilarejo chamado Ollantaytambo, Ollantay é o nome de um líder inca ( estátua da foto ) e tambo significa cidade ou povoado. Talvez o mais charmoso nas proximidades de Cusco. Mais uma vez andamos por ruínas incas, conhecemos novas estórias de uma civilização tão rica, sábia e interessante. João experimentou mais um monte de pedras, comeu bastante beterraba durante o almoço, brincou com os turistas do nosso grupo e se divertiu para valer quando paramos para descansar na praça da cidade. Enquanto esperávamos pelo trem, que partiria em algumas horas e nos levaria a Águas Calientes (de onde se vai para Machu Pichu) ele pôde ficar solto, engatinhar bastante e mexer com todos os cachorros locais. Sempre ficamos muito atentos, ainda mais que o que ele mais adora é puxar o rabo dos pobres animais... Resolvemos lanchar por ali mesmo e pela primeira vez o nosso pequeno nos surpreendeu ao tentar dar os seus primeiros passos. Ficamos emocionados, nostálgicos, mas muito felizes ao percebermos que a fase de bebê está diminuindo a cada dia e que ele está crescendo, evoluindo, descobrindo o mundo a sua volta. João soltou a cadeira em que estava agarrado em direção `a calçada e conseguiu dar o seu primeiro passinho. Depois repetiu a mesma cena, sorriu e cansado voltou a engatinhar e fazer o que adora: subir e descer escadas. Pela primeira vez encontramos alguns brasileiros, uma menina muito simpática que está estudando e trabalhando em Lima e um casal de paulistas que nos acompanhou durante a viagem de trem, que foi rápida e tranqüila, conversamos muito e dormimos também.  |
|
|
 |
|
|
|
| |
 |
|
| Sobre o Blog |
|

Fernando Martinho e sua mulher Ana Paula, ambos fotógrafos, contam as aventuras e os desafios de viajar pela América Latina com um bebê de dez meses na mala. |
| |
|
| |
| |
Blog Recomenda
Sites bacanas
Arquivo
|
| |
|
| |
|