09/11/2007
Aventuras em Uyuni

Aqui em Uyuni , fizemos mais uma parada estratégica pra descansar . Quando chegamos reencontramos nossos amigos , Stefano , Anna e Luna . Eles fizeram ótima viagem , só tiveram um pouco de dor de cabeça no primeiro dia , na parte mais alta da viagem . Em Uyuni não tem muita coisa pra se fazer , tudo é muito pacato , os dias parecem iguais . Fomos visitar o museu arqueológico e depois fizemos um programa curioso . Fomos a um cemitério de locomotivas antigas . Uyuni tem um dos trens mais antigos da Bolívia devido `as minas de prata daqui da região . João está muito bem , de bom humor e brincando muito . Nos deu mais um susto . Bateu com a boca na cadeira de um restaurante e rompeu o lábio . Na hora sangrou muito pois o corte foi como o de um piercing de boca . Mas agora está cicatrizando bem . Estamos pensando no que fazer no seu aniversário , logo ele fará um ano !

(Fernando Martinho)
ComentáriosComentários() | Link da nota
08/11/2007
João nas costas

Chegamos na pequena e tranqüila cidadezinha de Uyuni, que está a 3.600 metros de altitude e fica muito próxima do Salar. No primeiro dia havia feira na rua, muitas cores, muita música - como os bolivianos são festeiros. E logo na chegada aprendi a carregar o João nas costas como fazem as bolivianas. Na verdade, sempre tive vontade de fazer isso, desde que tenho o sling no Brasil, mas para nós não é nada comum e confesso que tinha medo de não ser uma posição segura (ainda mais para mim que sou bastante desajeitada... rrrrrsssss). Mas aqui na Bolívia todas as mulheres carregam tudo, não só os seus filhos (bebês muito pequenos e grandes também) dessa forma. E fazem isso com maestria. Andando na rua observamos como as crianças se sentem `a vontade, seguras e felizes. Então, com a ajuda de algumas senhoras bolivianas que conheci e do Fernando comecei a carregar o João assim. Confesso que ainda tenho que treinar bastante. É simples, mas é preciso ter muita força nos braços para levantar o bebê rapidamente, depois de embrulhado no pano como um envelope, e colocá-lo nas costas para em seguida amarrar um nó bem forte. O peso parece ser melhor distribuído e ficamos com as mãos livres para fotografar (estratégico) e fazer qualquer outra coisa. O João adorou andar na minha garupa e fomos a sensação de Uyuni. Todos olhavam para a gente e riam, imaginem só uma turista andando com seu “guaguá” (como chamam os bebês) nas costas... Passeamos bastante e foi um sucesso!

(Ana Paula)
ComentáriosComentários() | Link da nota
07/11/2007
Bons companheiros de viagem

Nossa segunda noite durante a viagem de jipe para Uyuni foi bem mais tranqüila. O Abrigo era um hotel que tinha até banho quente e mesa de ping pong, um luxo! Ficava mais baixo em uma altitude de "apenas" 3 .700 m. O João tomou um demorado banho quentinho depois de um dia só na poeira. Ele só reclamava na hora da fome ou sono mas agora também pra trocar de fralda, roupa e principalmente pra passar protetor solar, e tínhamos que passar litros e litros de hidratante e de protetor solar nele. Nossa pele estava muito ressecada, quase um verdadeiro salar.





Nessa noite ficamos em quartos separados. Eu, Ana e João em um e nossos amigos gringos em outro. Isso também nos tranqüilizou pois na noite anterior creio que ninguém dormiu, não só pelo frio e altitude mas também pelo choro do João. Demos sorte de compartir essa viagem com pessoas tão legais. Todos eram muito simpáticos e gentis e adoraram o João. Joanne era espanhola, namorada de Leorrand, francês, ambos moravam em Londres. Martina, Bibi e Peter eram eslovacos e viviam na Austália. Não falavam nada de espanhol e então nossa língua oficial era o inglês. Bibi e Peter estavam em sua viagem de lua de mel. O João brincava muito com eles, todos tinham muito jeito com bebê. Descansamos bem essa noite e a partir dai nossa "trip " foi só diversão. Conhecemos alguns pueblos bolivianos, e chegamos ao maravilhoso Salar de Uyuni, visitando minas de sal. O hotel de sal e algumas ilhas como a linda Isla de los Pescadores coberta de cactus gigantes.


(Fernando Martinho)
ComentáriosComentários() | Link da nota
06/11/2007
Rumo a Bolívia

Já tínhamos desistido da idéia de entrar na Bolívia pelo Salar de Uyuni, pois a viagem de três dias pelo altiplano, percorrendo de jipe estradas precárias ou trilhas, seria muito dura pro João. Fomos convencidos pelo dono de uma agência de San Pedro que a viagem era tranqüila e marcamos para o dia seguinte, junto com nossos amigos franceses Stefano, Anna e Luna. João teve uma febre leve de noite e vomitou um pouco pela manhã (talvez pelos dentes que estavam nascendo), então decidimos esperar mais um dia pra que ele ficasse bem. Nos despedimos dos franceses e combinamos de nos encontrar três dias depois em Uyuni. Partimos um dia depois pela manhã, cruzando uma das fronteiras mais altas dos Andes. O Jipe era um pouco velho, mas bem resistente para as péssimas estradas. No nosso jipe, éramos nove pessoas, contando o João e o motorista Marcos, um boliviano baixinho, bastante índio. A paisagem do altiplano boliviano é simplesmente extraordinária. Vulcões, gêiseres, lagoas, montanhas e vales mais diversos e coloridos. Chegamos ao primeiro abrigo pra passar a primeira noite ainda com sol. O clima é como de deserto, sol quente de dia, mas com ventos muito fortes e gélidos. De noite a temperatura sempre despenca abaixo de zero, podendo chegar a vinte negativos no inverno.

Nossa primeira noite foi desastrosa. O abrigo era muito ruim, frio de sete graus negativos e quase cinco mil metros de altitude. Todos passaram mal e com o João, que até agora estava firme e forte, não foi diferente. Acordou a noite toda e, pela manhã, vomitou um pouco. Ficamos um pouco em pânico pois o médico mais próximo ficava a um dia de viagem. Fomos salvos pelo chá de folha de coca que tomamos e demos pro João as colheradas. Ele melhorou muito rápido e nos deu segurança para seguir viagem. Foi o primeiro susto de nossa jornada. De volta ao jipe o João dormiu , brincou e cantou muito, o que indicava que estava bem novamente. Bolívia, aqui vamos nós ...

(Fernando Martinho)
ComentáriosComentários() | Link da nota
02/11/2007
A primeira vez na altitude

Hoje acordamos às quatro da madrugada pra explorar os Andes chilenos, mais precisamente os gêiseres, conhecidos como El Tatio. Estávamos um pouco preocupados pois seria a primeira vez da Ana e do João em grandes altitudes. O mal de altitude – soroche – é um pouco ingrato, ainda mais com bebês, que não podem falar o que estão sentindo. Já havíamos conversado com o pediatra dele, que nos tranqüilizou dizendo que dificilmente teríamos problemas. Dor de cabeça e nuca, vômitos, tontura e falta de ar são alguns dos sintomas mais comuns desse mal. Nosso destino final estava a 4.500 metros de altitude com uma temperatura de cerca de cinco graus negativos. O João dormiu durante toda viagem de 95 Km montanha acima. Quando chegamos às 6 da manhã ainda estava escuro com um céu estrelado incrível e, à medida que o sol começava a nascer, os gêiseres iam magicamente se revelando. Eram muitos, de tamanhos diferentes, os maiores chegavam a lançar seus vapores e águas de até 80ºC a 14 metros de altura. Usamos todos nossos agasalhos pra enfrentar os sete graus negativos, o João parecia um balão. Ele estava quentinho, mas depois de uns vinte minutos caminhando em volta dos gêiseres achamos melhor voltar com o João pra dentro do ônibus por segurança. Ele só saiu depois que esquentou um pouco, lá pelos 3ºC . Ele também foi poupado do banho nas águas termais que tenho certeza que adoraria. Seria um choque térmico muito forte pra ele. O banho foi tudo de bom, mais relaxante impossível! Na volta ainda tivemos um susto . Enquanto amamentava, a Ana fotografava pela janela do ônibus que sacolejava muito, de repente a câmera despencou pra fora. Falei com o motorista pra parar e corri pela estrada até encontrar, por sorte, a câmera enterrada num monte de areia fofa. Continuava funcionando, apesar dos arranhões. Voltamos felizes observando a vida selvagem do altiplano com lhamas, vicuñas, pássaros... E principalmente aliviados, pois o João estava ótimo. Nada de soroche.

(Fernando Martinho)
ComentáriosComentários() | Link da nota
01/11/2007
O primeiro passeio



Depois de um dia de descanso marcamos nosso primeiro passeio em San Pedro do Atacama. Valle de la Muerte e Valle de la Luna. Aqui vale a pena marcar todos os passeios com uma agência bem recomendada (tem muita picaretagem), é possível obter descontos fazendo pacotes. A primeira parada foi em um mirante com uma vista ampla da surreal paisagem do Atacama (foto eu, João e Ana). A imensidão e as cores impressionam. Depois seguimos pra uma caminhada de quarenta minutos pelo Valle de la Muerte (foto Ana e João). Os gringos do grupo se encantaram mais uma vez com o João, oferecendo até ajuda pra carregá-lo. Debaixo de um sol de 30 graus, num dos desertos mais secos do mundo o pequeno aventureiro se comportou muito bem, nem tentou tirar o chapéu, como de costume. Creio que nesse dia ele usou mais protetor solar que em todo resto de sua vida. Fechamos o dia assistindo maravilhados o pôr do sol no Valle de la Luna (foto do João mamando) . Espetacular as montanhas mudando de cor conforme o pôr do sol.

(Fernando Martinho)
ComentáriosComentários() | Link da nota
31/10/2007
Aventuras por San Pedro do Atacama

Deixamos La Serena e em uma longa jornada de 18 horas, cruzamos o deserto do Atacama rumo à cidadezinha de San Pedro do Atacama. Por ser uma viagem muito dura e longa fizemos uma parada no meio pro João engatinhar durante uma tarde (na cidade de Copiapó). No último dos três ônibus que tomamos conhecemos um casal de franceses, Stefano e Anna, que também viajava com a filha Luna, de 4 anos (na foto com a Ana e João). Quando chegamos a San Pedro do Atacama acabamos indo pro mesmo hostal, o simpático Cabañas Candelaria que parece um sítio de vó, com quintal, jardim, gatos e cachorros. O João se entende muito bem com o francês da pequena Luna e logo ficaram amigos. San Pedro do Atacama é um vilarejo cercado de salares, gêiseres e vulcões. No norte do Chile há mais de 150 vulcões , esse da foto , atrás da Ana e do João é o imponente Licancabur , na fronteira com a Bolívia , com 5.960 metros de altura.

(Fernando Martinho)
ComentáriosComentários() | Link da nota
31/10/2007
João, o marujo

Em La Serena há muitos passeios pra se fazer. Contratamos uma agência pra fazer uma aventura : conhecer o Parque Nacional Pinguino de Humboldt. Uma van nos pegou às seis da manhã e, pela rodovia Panamericana, percorremos 120 Km até o vilarejo de Punta de Choros. Fazia muito frio e estava nublado. Durante a viagem o João fez sucesso com os outros turistas, conversou e jogou charme pra todos. Conversou em alemão, em espanhol e até em húngaro, com um cara de Budapeste que era a figura do grupo. Quando tomamos o barco pra visitar as ilhas, o João parecia um boneco inflável com todos os casacos impermeáveis e mais o colete salva-vidas. Enfrentamos ondas enormes e, em pouco mais de quarenta minutos, chegamos à Isla Choros. Fomos muito bem recebidos por um bando de leões marinhos e uma colônia de pingüins. Muito lindo. Depois paramos na Isla Dama (a única que se pode desembarcar) pra uma caminhada. Já fazia sol e ficamos na prainha da ilha (uma das mais bonitas do Chile) onde o João mamou e comeu passas numa das paisagens mais bonitas de seus onze meses. Na volta para o continente, o vento tinha mudado e tomamos um banho com os respingos do mar. Fomos finalmente batizados nas águas do Pacífico. Almoçamos na vila de pescadores Choros Bajos e rumamos de volta a La Serena. A Ana e todos os gringos “apagaram“ e o João voltou cantarolando e falando sem parar - meu marujo ...

(Fernando Martinho)
ComentáriosComentários() | Link da nota
30/10/2007
A primeira grande viagem

Enfrentamos a primeira viagem longa de ônibus com o João. Foi bem mais tranqüilo que imaginava, o que me deixou menos preocupado. Pegamos um ônibus noturno e dormimos a noite toda, chegando a La Serena pela manhã. La Serena é a segunda cidade mais antiga do Chile e fica no litoral espremida entre o Pacífico e o deserto. Estava muito frio, mas assim que o sol esquentou nos mandamos pra praia pra relaxar da viagem. Tínhamos esperanças de tomar um banho de mar. Quando chegamos na praia fui checar a temperatura da água. Gelada, mergulho, nem pensar, só deu pra molhar os pés. Depois ficamos na areia (de casaco ) bricando com o João.

(Fernando Martinho)
ComentáriosComentários() | Link da nota
29/10/2007
Último dia

Por pura sorte, no nosso último dia em Valparaiso, andando por “El Plan “ ( como eles chamam a parte baixa da cidade ) demos de cara com uma apresentação de música em praça pública. Já tínhamos visto uns cartazes lindos colados em muitos lugares anunciando o oitavo Encontro Latino Americano e do Caribe de Canção Infantil e ficamos interessados . Ficamos na praça com o João uma tarde inteira assistindo vários grupos de diversos paises se apresentarem. Na foto é o urugauio Marcelo Ribeiro

(Fernando Martinho)
ComentáriosComentários() | Link da nota
   
Sobre o Blog  


Fernando Martinho e sua mulher Ana Paula, ambos fotógrafos, contam as aventuras e os desafios de viajar pela América Latina com um bebê de dez meses na mala.
   
 
 


Blog Recomenda

Ler para crescer
Mundo Crescer
Gravidez Light
Blog da Aninha
Não basta ser pai

Sites bacanas

Revista Crescer
Hot site Diário de Mãe
Guia de Nomes
Bebês do Brasil

O que é isso?

Arquivo

25/12/2007 - 09/01/2008
10/12/2007 - 25/12/2007
25/11/2007 - 10/12/2007
10/11/2007 - 25/11/2007
26/10/2007 - 10/11/2007
11/10/2007 - 26/10/2007
   
 
© 2007 - As mensagens postadas na seção reservada aos comentários são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores.