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    <title>Com 1 bebê na mala</title>
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      <title>  Hasta la vista, baby...São quatro horas da manhã e a cabeça não pára. Preciso escrever para tentar...</title>
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      <pubDate>Sat, 1 Mar 2008 15:00:21 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt; &lt;img src=&apos;postfinal_2200.jpg&apos; /&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Hasta la vista, baby...&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;São quatro horas da manhã e a cabeça não pára. Preciso escrever para tentar colocar alguma ordem e tranqüilidade nas idéias. Escrevo de Buenos Aires, uma cidade tão marcante, enquanto os meninos dormem. Dormimos com a varanda aberta, pois o calor é forte e a rua ainda está bastante viva. Terminar a nossa empreitada por aqui não podia ser melhor e agora confesso estar com um certo medo de voltar a enfrentar a dura rotina de viver em São Paulo. Apesar de termos grandes amigos e uma casa gostosa, com um clima bastante agradável, sabemos que é uma cidade bem difícil, especialmente quando se tem filhos. Por outro lado, novas perspectivas estão se mostrando para esse ano de 2008 e para a nossa estória. Só o fato de termos conseguido concretizar um antigo projeto já foi maravilhoso o suficiente para termos força e confiança de acreditar que os sonhos são possíveis. E falo isso sem muita demagogia ou idealismo, afinal quem me conhece sabe que sou um tanto prática e racional. Mas, acreditem, viajar com o nosso bebê foi a melhor coisa que podia ter nos acontecido. É fácil! Eles se adaptam muito bem em situações muito diversas. Claro que durante o caminho tivemos alguns sustos, mas poucos, que posso contar em uma única mão. Eu que gastei umas duas vidas... rrrrsssss No quase atropelo pelo jet ski no Caribe e depois no Uruguai, no dia em que alugamos a scooter(não contamos esse episódio para não preocupar os avós). Eu dirigi sozinha a motoca algumas vezes, foi tudo ótimo, até eu atropelar uma árvore e levar um tombo e vários machucados... Nada grave, mas o suficiente para o Fernando ficar preocupado e o João bastante assustado e chorar muito. Por sorte e mais uma vez proteção divina o meu alvo foi uma árvore, que me impediu de atingir uma família que descansava tranquilamente no gramado, numa tarde de sol, em frente a uma bonita praia de Colônia del Sacramento. E por uma intuição iluminada o Fernando não posicionou a motoca para uma movimentada avenida que havia em frente. Foi tudo muito rápido, ao dar partida acelerei sem nenhuma noção da velocidade que se podia alcançar... Enfim, não passou de mais um susto e muitos arranhões. Eu também não entendi o que aconteceu, afinal já tinha guiado antes numa boa, mas ao perceber o choro forte do João levantei correndo e rindo, de nervoso talvez, para ele ver que eu estava bem. O Ferdinando e a família que estava em frente não entenderam nada. A família foi logo se afastando e os “meninos” vieram rapidamente me ajudar. Mais uma estória que agora vira piada durante esse tempo na estrada. O que mais importa é que conseguimos e agradecemos muito por isso, diariamente. Foi bem difícil tomar a decisão de partir rumo à realização de um antigo sonho. Ainda mais com o nosso pequeno tripulante. E agora que já estamos em casa, no nosso conforto, percebo como foi maravilhosa a coragem que tivemos no momento em que embarcamos para Santiago sem muito roteiro, programações, reservas ou muito tempo estipulado. Pudemos viver talvez a experiência mais rica em família, juntos, enfrentando desafios diariamente, aprendendo com eles, percebendo a sabedoria do João ao reagir com muito bom humor diante das mais variadas dificuldades, tendo fé e acreditando que é realmente possível concretizar objetivos que muitas vezes se perdem no meio da correria e da eterna pressa que é inerente às grandes cidades e principalmente a São Paulo, onde moramos há oito anos. Em todo esse tempo dividimos a imensa vontade de viajar por aí, pela América do Sul e por outros continentes. Quando o João nasceu coincidiu, pela primeira vez, de estarmos os dois mais disponíveis, já que estávamos trabalhando como free-lancers. Ao mesmo tempo havia mais um integrante na bagagem e talvez um possível complicador - nosso bebê. Pensamos muito, conversamos e ouvimos muito o querido pediatra do João, que sempre insistiu no discurso de que ele era o nosso mais novo companheiro e que ficaria bem onde estivesse desde que tivesse o nosso amor, cuidado e a nossa presença. Ele sempre nos incentivou e nos transmitiu muita segurança. Nada de muitas complicações para lidar com o nosso João; tentava sempre nos mostrar que era simples lidar com esse mundo novo que estávamos aprendendo a conhecer, mesmo no começo, quando ainda era mais difícil decifrar os códigos de comunicação com o nosso pequeno. Além disso, tivemos o enorme apoio dos nossos pais e amigos, que apesar da saudade que já estavam sentindo, nos ajudaram absurdamente e acreditaram na gente, muito importante! As avós Ana Maria e Maria Helena, então, não tenho nem como descrever a imensa doação a que se dispuseram para nos ajudar nos meses em que preparamos a saída de Sampa. As duas moram em outros estados e vieram e amaram o João da forma mais sincera e completa que um neto pode ter. Muito privilégio! E junto a tudo isso tinha o nosso projeto, o sonho, o desafio, a aventura, o desejo, a coragem, a disponibilidade, a confiança, o(s) medo(s), a força..., muitos sentimentos envolvidos. Mas sobretudo a perspectiva de que podia dar certo, a clareza de que o momento era aquele, a nossa união, que equilibrava todas as angústias e ajudava a continuar o movimento e a preparação para ficarmos alguns meses fora. Afinal, nem seria tanto tempo assim, apenas alguns meses... E talvez os melhores da nossa estória em conjunto. É engraçado e já conversamos muito sobre isso –  no Brasil os pais param suas vidas depois que os bebês chegam. Se adaptam ao bebê e não vice-versa. Não saem de casa, não viajam, não isso, não aquilo, enfim, acabam boicotando suas próprias vidas. Lógico que a vida muda e tem que mudar depois dos filhos (não estou incentivando a irresponsabilidade). Mas tudo é bem mais simples, complicamos demais... Enfim, não vou entrar em nenhuma discussão, a questão não é essa, mas hoje vejo como nosso filho é feliz, sociável, saudável e simpático (como todos diziam durante a viagem) mesmo sem ter sido submetido a tantas regras, dogmas e procedimentos desnecessários, que estão aí há tantas gerações (liberdade aos bebês!). Durante a viagem confesso que pensei várias vezes em desistir e voltar correndo, principalmente quando enfrentamos dificuldades com a alimentação do João. Fiquei bastante preocupada e questionando se o que estávamos fazendo era correto ou egoísta, mas chego à conclusão que foi muito enriquecedor para todos nós. As adversidades deixaram de ser empecilhos para se transformar em muito aprendizado e, por incrível que pareça, nos fortaleceram. Enfrentamos situações de temperaturas negativas (-8 graus no trajeto do Atacama ao Salar de Uyuni) a quase 40 graus no Caribe, experimentamos comidas as mais diversas, conhecemos pessoas as mais diferentes – costumes e culturas completamente distintos dos nossos, fizemos viagens em todos os meios de transporte possíveis – avião, carro, jipe, ônibus, van, barco, lancha, trem, caminhão etc, passamos por estradas de terra, asfalto, com milhões de curvas, por lugares que não conhecíamos e que tínhamos alguma idéia do que encontraríamos, mas pouca (através do nosso guia de viagem, que foi um excelente parceiro) e, claro, sempre sem reservas em pousadas, hotéis, afinal nosso roteiro foi extremamente flexível. De acordo com o que acontecia alterávamos os caminhos ou não. Ainda poderia listar mil variáveis durante o nosso roteiro, mas o que importa é que mesmo diante de tantos contextos inusitados o nosso João reagiu superbem, se adaptou e com certeza cresceu. Enfim, pode parecer uma tremenda maluquice, mas a questão é que funcionou da melhor forma possível, deu tudo absolutamente certo, graças a Deus, e ao final de tudo vimos como é possível e maravilhoso e rico todo esse conhecimento e toda essa vivência que obtivemos simplesmente porque tivemos coragem de sair.  Tenho certeza que esses quatro meses e meio enriqueceram em muito a vida do João, na sua maneira de se comunicar, de se abrir diante de tantas diferenças com uma pureza e inocência características dos bebês, que sequer correm o risco de serem contaminados por preconceitos ou padrões. Sua estória se confunde em muito com a da viagem, afinal seu primeiro ano foi comemorado na Bolívia, seus primeiros passinhos no Peru, seu primeiro banho de chuva no Equador, começou a caminhar mesmo na Colômbia e a primeira vez que andou sozinho pelas calçadas foi em Buenos Aires. Foram oito países durante todos esses meses; rodamos por quase toda a América do Sul. E agora, já em casa, nos resta continuar sonhando com novas possibilidades. Ficaram as estórias e as melhores lembranças. E enfrentamos nesse momento a readaptação à nossa realidade. Sabemos que tem muito a ser construído e com amor fica ainda mais fácil. O João, ao chegar aqui, reconheceu rapidamente seu espaço e ficou superinquieto, redescobrindo todos os cantinhos, seus brinquedos, seu quarto, os móveis, os ambientes. Quase desmontou nosso apartamento em alguns poucos minutos. Ficou elétrico e excitado. Ainda no aeroporto, em Guarulhos, já teve sua primeira bela surpresa – sua avó Maria Helena que saiu do Rio para nos encontrar e buscar. Foi assim na saída e na chegada, difícil ter uma recepção mais especial... Ele ria o tempo todo para ela e observava absolutamente tudo, nada escapava ao seu olhar, acho que estava entendendo que estava de volta à sua cidade. Engraçado... E a partir de agora vai enfrentar uma nova etapa em sua vida – a escola, os novos amigos, estímulos, aprendizados..., aos poucos vai se movimentando e cavando seu próprio espaço, suas escolhas, sua estória. Sei que ainda é cedo, mas sei também, e a cada dia que passa reforça ainda mais a idéia, que ele está aqui para viver sua vida, para o mundo e não para nós, os pais. E a gente vai tentar aprender mais e mais com tudo isso, com as novas fases dele, com essa troca que é tão grande e tão incrível, que me faz questionar quase que diariamente como foi possível gerar um serzinho tão especial e “perfeito”... Como já ouvi sabiamente da Ma, “essa ficha ainda vai continuar caindo por toda a nossa vida”... Mas agora nos resta ter muita fé, mais uma vez, muita paciência e a tranqüilidade de saber que quando estivermos prontos novamente poderemos embarcar em mais uma empreitada. Saibam que viajar pela América do Sul é mais barato que rodar o Brasil ou viver em São Paulo.  Por incrível que pareça, gastamos menos para comer, com hospedagens e transportes do que estamos acostumados a pagar aqui. Na verdade, não se precisa de muita coisa para viajar, quase nada, pouca roupa – pois grandes malas só atrapalham e geram mau humor no meio do caminho –, dinheiro suficiente para sobreviver com simplicidade e dignamente, mas sem luxo ou, então, é melhor ir para um resort por aqui – temos tantos, não é mesmo?,  e sentimentos como coragem, fé, disposição, improviso..., tudo que já falei anteriormente. Ficamos fora durante quase todo o verão. Estranho pensar que não estivemos presentes em tantas datas importantes nesse fim de ano. Estranho agora pensar na volta, apesar de já estarmos fisicamente aqui. O melhor conselho de uma grande amiga do coração foi estar aberta para tudo que acontecesse pela frente e realmente é um grande desafio, requer muito improviso, mas é o melhor a ser feito quando não se pode ter controle de tudo que acontece. E na verdade, quem tem controle, quando? Foi muito bom também dividir toda essa nossa rica experiência com todos vocês. Muito bom receber tantos comentários lindos de amigos, da nossa família e de tantas pessoas que sequer conhecemos. Saibam que nos ajudou e nos fortaleceu em momentos difíceis. Algumas pessoas nos disseram até que estão querendo viajar com suas crianças depois de ler o blog, que bom! Todos que encontramos pelo caminho foram extremamente solícitos e gentis com o João. Os bebês têm esse poder de encantamento, pois é tanta pureza e doçura que fica difícil resistir... Em todos os menores vilarejos que passamos pudemos comprar frutas para o nosso pequeno e sempre nos ofereciam cuidados especiais para ele, além de termos cozinhado em diversos hostels que ficamos. Claro que não tínhamos o conforto e a estrutura que temos em Sampa, mas não faltou nada para o nosso pequeno viajante. A maior dificuldade que tivemos com ele foi em relação ao interesse por comidas. Ele sempre preferia as mamadas e muitas vezes rejeitava as diversas refeições que oferecíamos. Penso que seja natural essa adaptação na vida desses serzinhos tão pequenos que chegam ao mundo com tanta coisa para aprender e absorver. Sofri um tanto com isso. Mesmo em São Paulo antes de viajarmos já enfrentávamos essa resistência do João, que ora aparece e ora nos surpreende comendo vorazmente... De algum tempo para cá ele tem comido bem melhor, faz todas as refeições e mama normalmente de manhã cedo e à noite antes de dormir. E com isso tem dormido a noite praticamente inteira; acorda para mamar depois de seis de manhã, uma dádiva... Ainda o amamento, agora com um ano e quase quatro meses, mas percebo que o meu leite já não é mais suficiente para satisfazer sua fome há algum tempo e, claro, para as suas necessidades de crescimento. Mas a troca de carinho e amor que temos durante a amamentação é muito única e especial! Estamos vendo dia após dia como ele está crescendo, ficando forte, esperto, bochechudo e amável com todos que encontra pela frente. Aprendemos muito com ele nesses meses. Na verdade, sempre, mas durante essa viagem a troca foi muito intensa e muitas vezes ele que nos impulsionou a seguir em frente, com seu bom humor, sorrisos, olhares doces e abraços deliciosos. Ele sabe também que é um privilégio enorme ter esse tempo disponível com seus pais no seu primeiro ano de vida e retribui o tempo todo. E agora chegou o momento de voltar. Por mais que seja forte a vontade de querer continuar na estrada, explorando tanta coisa que ainda está por vir e acontecer, também sentimos uma forte saudade das nossas raízes, da nossa família, dos amigos, da casa, das plantinhas e, como qualquer pessoa,  temos que trabalhar e assumir uma série de compromissos diários. O João vai entrar na escola e sei que será outro momento importante em sua vida, novos amigos, aprendizados, organizações, comida caseira, passeios à pracinha, um ritmo mais normal. E sabemos também que o mais importante foi feito da melhor maneira possível e agora quem sabe novos projetos virão? Estamos nos readaptando à nossa rotina, mas com a cabeça tranqüila por compreender que dedicamos esse tempo para viver juntos, nada muito além disso, viver! Os sonhos continuam... E eu que achava que sonhar era coisa da época de faculdade... Bem, vou ficando por aqui, já é tarde, já escrevi demais, mas antes quero agradecer a todos vocês que “viajaram” com a gente, foram tão carinhosos, escreveram tantas coisas lindas, vibraram, participando de tudo... Vamos ficar com saudade desse blog, um  canal de comunicação tão gostoso e direto, mas quem sabe, em breve, vocês não poderão acessar nossa nova expedição por outros cantos??? Afinal, ainda há continentes a serem explorados com o nosso aventureiro João... Aguardem! &lt;br/&gt;Beijo grande e até, Ana Paula, Fernando e João. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ps: Quem quiser ver mais fotos da viagem é só dar uma olhada no flickr do João: &lt;br/&gt;      http://www.flickr.com/photos/joaomartinho  &lt;br/&gt; e podem falar conosco diretamente no nosso email: paiva.ana@terra.com.br  e    fer.martinho@terra.com.br   &lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;postfinal_P1635.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;postfP0559bx.jpg&apos; /&gt;</description>
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      <title> Hotéis,  hospedajes, hostels, residenciais, alojamientos,  hostals, guesthouse, campings, hosterías...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 29 Feb 2008 01:18:01 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt; &lt;img src=&apos;post83_5803.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Hotéis,  hospedajes, hostels, residenciais, alojamientos,  hostals, guesthouse, campings, hosterías, posadas, bed &amp; breakfast, cabañas, lodges, albergues...&lt;br/&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Numa viagem independente nem sempre se sabe que locais vão servir de abrigo. Quando se está na estrada, há uma infinidade de sinônimos para hospedagem. O que mais importa para nós é nos sentir bem, independente de quantas estrelas tenha o hotel. Muitas vezes perdemos bastante tempo procurando o hotel ideal. Em outras, quando o cansaço é grande, se opta pelo primeiro que aparece (nessas vezes a probabilidade de se hospedar em espeluncas aumenta, cuidado!!). Agora no fim da viagem, me passa pela cabeça vários lugares que nos hospedamos. Nem vou falar dos restaurantes, seria um capitulo `a parte. Cada lugar com seus personagens típicos, gente de todo tipo, muitas figuras bizarras. Alguns eram os próprios donos do estabelecimento, outros os empregados e até os agregados. Todos que me recordo eram pessoas bem interessantes, até os mais mal- humorados. Queria tê-los fotografado, mas essa idéia veio um pouco atrasada. Seria ótimo ter portraits de todos esses personagens de nossa viagem, ambientados em seus respectivos hotéis. Fica para a próxima, as imagens ficarão na minha memória. Tentarei escrever um pouco sobre eles seguindo o roteiro de nossa viagem. Só os curiosos nomes dos hotéis já são dignos de serem mencionados. Começo recordando  do australiano e seu cachorro (que tinha um sofá reservado no hall e até entrou no blog numa foto com o João) do La Casa Roja de Santiago do Chile. Nunca esquecerei o simpático casal de velhinhos e suas salas de paredes cor de rosa, cheias de bibelôs, donos do Casa Familiar Carrasco, em Valparaiso. A melhor cozinha sem dúvida foi a do Residencial Jofré, muito bem equipada e cheia de janelas. Ficava ao lado de um  jardim lindo lotado de flores, onde o João brincou muito. O Sr. Jofré foi nos recepcionar na rodoviária `as 6 horas da matina. Tenho que citar o Hotel Amazonas, onde não ficamos em Copiapó,  porque não havia ninguém na recepção e então seguimos direto até San Pedro do Atacama, onde o quase índio Mário nos levou para o seu Hostal Casa Adobe. Ficamos amigos e o João adorou todos os bichos e os banhos de mangueira no quintal para aliviar o calor do deserto. Em nossa aventura de três dias de jipe pelo altiplano e salar boliviano nos hospedamos em um albergue horrível sem nome a quase cinco mil metros de altitude e sete graus negativos , onde fomos salvos pelo poderoso chá de folha de coca. Na segunda noite conseguimos descansar na Hospedaria Colque, que era bem melhor (e mais quentinho!). Em Uyuni ficamos no barato Hotel Sajama, gerenciado por uma senhora chola muito carrancuda, mas que ficou encantada com o João e até nos deu alguns sorrisos. Em Oruro, depois de passar a noite no trem, nos jogamos no primeiro hotel que vimos. Na estação só atravessamos a rua e desmaiamos em uma suíte do sinistro Alojamiento San Juan de Dios. Em La Paz, depois de caminhar com os mochilões por muitos quarteirões não conseguimos vaga no Hostal Cactus, mesmo com reserva. Chegamos bufando no Hotel Glória, no alto da calle Illampu, que nos acolheu com muita simpatia. Os recepcionistas ficaram amigos do João. Passei mal uma semana neste hotel, minhas recordações não são das melhores. Suas escadarias foram muito exploradas pelo João, ele subia até o quinto andar! Em Coroico tivemos um merecido descanso no maravilhoso flower power e ecologicamente correto Hostal Sol y Luna, onde ficamos em um chalé que parecia um sítio. O dono era uma figura, desses gringos que usam camisas floridas e chapéus de palha. Ali o João se esbaldou com os jardins, piscinas, balanços, redes, parquinhos e até uma casa na árvore. No lago Titicaca ficamos no Alojamiento Emperador em Copacabana, que de imperador mesmo não tinha nada. Mas conseguimos uma suíte na parte nova depois de negociar com a chola dona do local. Ela até nos deu um desconto na lavagem de roupa. Navegamos até a Isla del Sol e ficamos num ótimo quarto do Hosteria Las Islas, com varanda e uma vista maravilhosa do lago, com picos nevados ao fundo. Como nada é perfeito tinha o pior chuveiro de todos(tipo pinga pinga) e uma noite acordamos no meio da madrugada com uma tempestade de granizo fortíssima e o chão do quarto forrado com pedras de gelo que vazaram pela clarabóia. No Peru nossa primeira parada foi na Hospedaje Casa del Abuelo, em Puno. Um casarão colonial lindo ao lado da plaza de armas onde o dono era um peruano todo articulado; nos deu várias dicas de passeios e roteiros. Andrés ficou fã do João e preparava um café da manhã especial para o pequeno. Na bela Cusco conseguimos fugir das altas tarifas dos hotéis da cidade ficando no Sambleño Hospedaje, um casarão de três andares com restaurante, jardim interno e bar descolado. Os rapazes de lá só chamavam o João de Juanito, fizeram a maior festa com ele. Antes e depois de subir para Machu Pichu dormimos no Hotel Inti Wasi em Águas Calientes. Numa das noites tive que reclamar da algazarra no quarto ao lado, onde havia uma festa de despedida de solteiro regada a pisco e cerveja. No Vale Sagrado ficamos em Urubamba, no Hotel Las Chullpas. Dormimos como pedras depois das caminhadas em Machu Pichu. Nossa escala em Abancay foi uma parada de emergência, pois estávamos enjoados, quase vomitando com as curvas da estrada sinuosa das montanhas. Foi um alívio dormir algumas horas no Hotel Confort e acalmar os estômagos.  No litoral passamos direto por Pisco porque a cidade estava arrasada por um forte terremoto recente. Emendamos até Paracas e nos hospedamos no El Amigo, na quadra da praia. Ali nos esbaldamos de tanto comer ceviche e o João fez muitas amizades. Na capital, Lima, optamos pelo sofisticado bairro de Miraflores. Depois de ver mais de seis hotéis conseguimos uma suíte mínima bem boa, no ótimo Hostel Tinkus, gerenciado por uma senhora, sua filha e suas duas netas. Três gerações diferentes e todas ficaram fãs do João e do blog. Na costa norte paramos em Huanchaco para ver os caballitos de totora e Chan Chan. Um simpático casal nos recebeu em sua casa adaptada, a Hospedaje Los Fícus. Eles estavam com as duas netinhas e o João adorou os brinquedos espalhados pela casa. Em Máncora nosso chalé ficava praticamente na areia da praia. Passamos o natal no Hospedaje Sol y Mar, de frente para o mar e com uma caprichada ceia de frutas e vinho. No Equador conhecemos o Don Diego no terminal e ele nos levou para o seu Hotel El Capitólio, um lugar tranqüilo pertinho do centro histórico de Cuenca. Ficamos amigos e como também tinha filhos pequenos, nos indicou seu pediatra para tratar uma alergia do João.  Nosso reveillon foi em Riobamba, ao lado do majestoso vulcão Chimborazo, onde o João nos deu um baita susto despencando de cima da cama do Hostal Oásis. O casal de donos, o seu filho e o cão francês adotado deles foram muito legais conosco. Nos deram várias caronas no seu carro.  Em Baños, por pouco não presenciamos a erupção do vulcão Tungurahua. Fugimos dos hostels lotados de mochileiros e ficamos no ótimo Hotel El Éden onde o João grudou na bicicleta do filho da proprietária.  Em Latacunga tomamos muitos chás com a senhora Viola, libanesa que amou o João e adivinhou que a Ana também tinha um pouco de sangue libanês. Nos serviu todos os cafés da manhã como cortesia do seu acolhedor Hotel Central. Em Zumbahua, durante a dura viagem do Quilotoa Loop, ficamos no Hospedaje El Condor. As paredes da nossa suíte eram de vidro espelhado, me senti dentro de um aquário. As donas índias prepararam uma sopa de quinua especial para a gente. Depois de sacolejar pelas estradas de terra num ônibus lotado (daqueles que levam gente, porco, galinha...) chegamos em Chugchillán e paramos no confortável Hostal Mama Hilda, onde saboreamos os deliciosos quitutes preparados pela própria. Ficamos amigos e fãs dessa simpática senhora e do seu marido. O João descolou uma babá, a cozinheira, que ficou apaixonada. Na surpreendente Quito escolhemos o Chicago Hostal , onde tomávamos café da manhã num terraço com vista linda para a cidade velha. Cruzamos para o hemisfério norte e, já na Colômbia fizemos escala em Ipiales, para dormir no Hotel Don Lucho, onde descobrimos que é comum dinheiro falsificado (algumas notas estavam no nosso bolso...). Enguiçamos na estrada, mas conseguimos chegar em Popayán. Reclamamos muito da água fria do Hotel Tierradentro, o sistema de aquecimento estava em pane, mas sobrevivemos. Fomos compensados com uma linda queima de fogos de artifícios, da festa de aniversario da cidade, bem em frente `a nossa janela. O João pirou com a explosão de cores e formas. Em Cali fomos surpreendidos pela visita de baratas e uma inundação do quarto, num dos hotéis mais caros da viagem, o metido a besta Hotel Camino Real. Voamos para a maravilhosa Cartagena de Indias e buscamos abrigo no bonito Hotel La Casona. O João se invocou com os papagaios e araras. Recuperamos as forças em Santa Marta no Hotel La Castellana, que estava lotado de turistas farofeiros esperando o carnaval. Nos mandamos cedo para a paradisíaca Taganga e no pequeno vilarejo encontrei o recém-inaugurado Hotel Tsunami. Ficamos amigos do dono, um chef bonachão de New Orleans, que nos preparou um jantar divino. Arriscamos acampar no pitoresco e selvagem parque nacional Tayrona e deu certo! O João se sentiu um Tarzan em nossa barraca no coqueiral de frente para o encontro do rio com o mar no Camping Bukaru. Ficou amigo de uns indiozinhos e tomou seu primeiro banho de lua. Na Venezuela nossa primeira parada foi em Maracaibo, cidade grande, terra do petróleo, onde pernoitamos no Hotel Unión. Seguimos rápido para Coro e depois de uma caminhada pelo centro histórico, tomamos um táxi para Adícora. Na viagem de uma hora, curtimos muita salsa aos berros no carrão de um motorista gente boa que nos levou para o Hotel Buena Playa. Continuamos conhecendo paraísos do mar do Caribe. Em Tucacas ficamos na Posada Amigos del Mar, gerenciada por dois divertidos mergulhadores hippies belgas. Chegamos `a capital Caracas em pleno carnaval. Uma suíte gigante, com uma cama king size do Hotel La Mirage nos serviu de pouso durante o feriado prolongado. A recepcionista mais emburrada de todas, talvez por trabalhar naquela data. Voamos para Buenos Aires, cruzando todo o continente, e depois de uma escala em São Paulo, pousamos em Ezeiza. Fomos direto para San Telmo onde nos esperava o único quarto duplo do Hostel Nomade, um achado bem no coração do bairro. Fizemos muitos amigos nesse hostel, que parecia uma Babel, com gente do mundo todo, e até tivemos uma canja de uma cantora francesa no enorme terraço. O João ficou popular entre os mochileiros. Seguimos para Tigre e ficamos no Hotel Familiar, ao lado do canal. Nosso quarto parecia uma cabine de veleiro e ainda tinha teto solar. Deixamos a terra do tango num catamarã e depois de atravessar o Rio da Prata paramos na bucólica cidade de Carmelo. Perdemos nosso ônibus e passamos nossa primeira noite no Uruguai, no Hotel Centro, estrategicamente localizado, para nossa sorte, ao lado de uma cervejaria. Chegamos `a inesquecível Colônia del Sacramento com um sol de rachar, bem no fim de semana, com os hotéis lotados. Graças `a boa vontade da gerente Suzana arrumamos um quarto no ótimo Albergue El Español. Nos sentimos em casa e o João ficou amigo de todos os funcionários. Rumamos para Montevideo onde nos indicaram o Hotel Florida, um casarão colonial secular. Nosso quarto tinha o pé direito de uns sete metros e era enorme, parecia um palácio. Na volta `a Colônia nos hospedamos, acreditem, em uma garagem. Era um apartamento adaptado, de frente para o majestoso Rio da Prata, bem no centro histórico da cidade. Lá a diversão do João era fugir para a rua de paralelepípedos, já que deixávamos a porta aberta em função do calor. Voltamos saudosos para a Argentina. Mi Buenos Aires querido! Nem tivemos dúvida ao eleger San Telmo novamente, esse bairro virou nossa casa por muitos dias. Nos apaixonamos por esse lugar. Dessa vez nos hospedamos no terceiro andar do Hotel Bolívar para Pasajeros,  num quarto enorme, com uma sacada e vista maravilhosa de onde escrevo esse relato com jeito de retrospectiva (apesar de detestar retrospectivas...) de nossa viagem. Aqui é o nosso último hotel dessa empreitada, daqui seguiremos para o conforto do nosso lar, onde o nosso pequeno aventureiro terá novos desafios. Fim de viagem. Não tive como reduzir o tamanho desse relato; afinal foram quase cinco meses dormindo em lugares diferentes. Cinco meses em que o nosso amado João perdeu o jeitão de bebê e se tornou quase um menino. Essa viagem ficará guardada em algum canto em sua memória, algum dia, em algum dejà vu, se lembrará de algo. Por via das dúvidas, poderá contar com as milhares de fotos.              &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ps: O post final deste blog ficará a cargo da Ana, não sou muito de despedidas, enfim, até a próxima( espero que breve!!!).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;post83_5845.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title> DespedidasNossa despedida do Uruguai foi meio rápida, estava chovendo muito e então antecipamos nos...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 27 Feb 2008 11:39:17 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt; &lt;img src=&apos;marpost82_4372.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Despedidas&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nossa despedida do Uruguai foi meio rápida, estava chovendo muito e então antecipamos nossa volta para Buenos Aires. Em nossa última noite em Colônia, ficamos hospedados em uma garagem adaptada para apartamento no meio do centro histórico. Saímos de noite para jantar e assistimos uma apresentação de um grupo de candombe. O João ficou impressionado quando viu o fogo improvisado na calçada para esticar o couro dos tambores. Depois, quando começaram a tocar, ainda sob a luz da fogueira, ficou quietinho de pé assistindo tudo hipnotizado e até dançou. Eram uns doze tambores ritmados, que faziam a rua de pedras estremecer. Ainda seguimos o grupo um tempo pelas ruas coloniais, uma verdadeira viagem ao tempo dos escravos africanos. O Rio de la Plata estava revolto por causa da chuva e do vento, mas dentro do moderno catamarã quase não se sentia o balanço das ondas. Linda a vista de Buenos Aires na chegada e do lado de cá fazia um sol escaldante. Tomamos um táxi fora do porto, pois os que ficam parados na saída cobram muito caro, e seguimos para San Telmo, nosso bairro preferido na capital portenha. Mudamos de hotel, agora ficamos num quarto com sacada, de onde se tem uma vista impagável do bairro. A sacada é perfeita para escrever e tomar café da manhã. Perambulamos por La Boca, Monserrat, Recoleta, Vila Crespo e as várias partes de Palermo(Soho, Viejo, Hollywood e Alto). Enfim, zanzamos muito e acabamos descansando no gramado do lindo Jardim Botânico, onde o João caminhou quilômetros e perseguiu os gatos. Nossa despedida da terra de Maradona será também o fim da viagem, em breve voltaremos para casa depois de quase cinco meses rodando a américa do sul. Vamos ter que nos readaptar ao nosso cotidiano paulista, trabalhar, organizar a vida. João vai entrar na escola, uma nova fase em sua vida. Aos poucos vamos nos despedindo da estrada, voltando ao nosso dia a dia, mas já pensando em novos roteiros da próxima viagem.         (  ...continua... )&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;post82_4321.jpg&apos; /&gt;</description>
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      <title> Gula, preguiça e glamour em MontevideoPela primeira vez foi muito fácil chegar numa capital. Logo n...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 25 Feb 2008 11:10:40 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt; &lt;img src=&apos;post81_5615.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Gula, preguiça e glamour em Montevideo&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Pela primeira vez foi muito fácil chegar numa capital. Logo na rodoviária ficamos impressionados com a enorme variedade de serviços oferecidos e até mesmo com a simpática estrutura do local, muito diferente de todos os terminais por onde passamos. Estava tudo absolutamente limpo e encontramos rapidamente um escritório do Ministério de Turismo, onde pudemos facilmente reservar o hotel sem qualquer custo. Em seguida, ao caminharmos um pouco vimos que havia de tudo, lanchonetes, internet, lojinhas, inclusive uma sofisticada que vendia mochilões e barracas de camping etc Enfim, sentimos que estávamos no “primeiro mundo”.  Pegamos um táxi muito confortável e depois percebemos que era especial, mas o preço não era tão diferente dos comuns. No caminho pudemos observar a bonita Montevideo e quando descemos em frente ao hotel, um imenso casarão antigo, ficamos mais surpresos. Logo na entrada, tinha tapete vermelho e ao abrirmos uma porta imensa nos deparamos com uma linda escadaria toda em mármore, um espelho antigo ao final dela e um pé direito que mal podíamos alcançar de tão alto. Havia muita luz natural, o que deixava ainda mais lindo o lugar. Ficamos aliviados, afinal tinha sido uma indicação do funcionário que nos ajudou a fazer a reserva, mas não constava no nosso guia. Tivemos a sensação de estar entrando num belo teatro desses mais antigos. Assim que preenchemos o cadastro nos deram uma chave dourada de uns 20 cm. Não preciso nem falar que a porta era gigante, devia ter uns cinco metros e o pé direito do quarto uns sete. O banheiro era um capítulo `a parte, comprido e com antigos azulejos coloniais em tons de azul e branco, muito bonito. Tudo super bem conservado. Fomos conhecer o Mercado del Puerto, famoso pelas suas carnes e peixes deliciosos. E realmente foi uma das melhores refeições da viagem. João se esbaldou, comeu peixe, carne e bastante batata cozida. Depois explorou todos os cantos e por onde passava chamava a atenção de todos. O horário de funcionamento é até `as 18 horas e uma dica é chegar no meio da tarde para almoçar, porque mais cedo fica muito cheio. São muitos restaurantes, dentro e fora e todos apetitosos. Esse dia foi completamente dedicado ao prazer de comer. Assim que deixamos o sofisticado mercado, tomamos um sorvete durante as andanças pela cidade velha e na seqüência entramos num supermercado para comprar o jantar. Quando nos demos conta disso rimos muito... Quanta gulodice!!!! O João adorou o carrinho do mercado, onde ficou sentado durante um bom tempo observando tudo; nada lhe escapava ao olhar, tantas cores e informações. Como os corredores eram bem largos ainda pude girar seu carrinho numa velocidade tal que ele só dava risadas. Todos a nossa volta nos olhavam um tanto assustados. Enquanto o Ferdinando esperava uma enorme fila na sessão dos frios eu e João brincávamos de rodar. Pareciamos duas crianças... Depois ele se cansou e inevitavelmente teve que ir para o chão. Nessa hora quase enlouqueci. Ele, agora já correndo, saiu desvairado pelos corredores pegando tudo, derrubando os produtos das prateleiras e tirando tudo do lugar. Foram apenas alguns minutos, mas o estrago foi grande... Percebemos que estava na hora de sair correndo dali, seu tempo comportado tinha vencido. Mesmo assim o Fernando ainda encontrou uma barraca de camping para duas pessoas por apenas R$ 30,00 e decidiu levar, apesar da nossa viagem já estar quase no fim (na verdade, ele pesquisou durante todo o caminho e no Uruguai achamos pelo melhor preço). Eu e João brincamos tanto que quando chegamos ao caixa vi que tinha esquecido de pesar as frutas e o tomate... Que vergonha, pois a simpática atendente saiu do seu banco e foi ela mesma pesar...  Enfim, voltamos para o nosso hotel, preparamos vários sandwíches, assistimos a um filme depois que o João dormiu e aproveitamos mais um pouco a preguiça daquele  dia de puro descanso e comilança.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;post81_5635.jpg&apos; /&gt;</description>
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      <title>Charme de Montevideo Chegamos na charmosa Montevideo e no primeiro dia saímos andando pela cidade se...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sat, 23 Feb 2008 00:00:00 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Charme de Montevideo&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;post80_5545.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Chegamos na charmosa Montevideo e no primeiro dia saímos andando pela cidade sem mapas, guias ou indicações, como sempre fazemos quando chegamos em um lugar novo. Na primeira praça que entramos ficamos maravilhados com um velhinho que tocava violino sentado em um banco. O João, que adora música, ficou hipnotizado pelo som do violino. Conversamos com o simpático senhor e seguimos para o centro antigo, onde tomamos um sorvete para amenizar o forte calor. Os prédios históricos daqui são lindos e  em toda esquina há um museu ou centro cultural. As artes no Uruguai recebem um merecido respeito. Há ótimos músicos, pintores e escritores que são desconhecidos no Brasil, apesar da proximidade. Quando chegamos no centro histórico comentamos que era muito parecido com Cuba, apesar de não conhecermos a ilha. Coincidências acontecem. Logo passamos por uma banca de jornal vi a foto do Fidel estampada em todas as capas. Pensei que ele tinha morrido. Comprei correndo um Clarín e li que ele tinha só renunciado, para espanto dos cubanos. Lamentamos não conhecer Cuba com o comandante no poder, essa viagem sempre esteve nos nossos planos. Conheceremos na era pós Fidel, provavelmente bem diferente com as reformas inevitáveis. Andamos muito e a Ana achou uma loja de roupas em liquidação. O João me deu uma canseira e quase desmontou a loja enquanto ela experimentava milhares de vestidos. Tem feito dias lindos, com um céu azul impressionante. Tomamos um ônibus que segue pelas praias daqui e descemos numa que nos pareceu ser bem bonita. Não havia sombra, nem ninguém alugando barracas, assim nos refugiamos debaixo da guarita do salva-vidas. O João estranhou a água salgada daqui, depois de tanta água doce em Colônia, Tigre e Carmelo. Até recusou mamar depois que a Ana tinha mergulhado na água do mar. Uma raridade! Sempre foi um guloso para mamar, mesmo com água salgada de mar. A qualidade de vida aqui em Montevideo é de dar inveja para quem mora em São Paulo. Mesmo sendo a capital do país, existe uma tranqüilidade de interior. E ainda estamos hospedados no centro da cidade. Parece que é sempre domingo por aqui. &lt;br/&gt;</description>
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      <title>  Segredos de Colônia de Sacramento Colônia tem vários segredos escondidos, muitos cantinhos que só ...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Thu, 21 Feb 2008 19:09:31 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt; &lt;img src=&apos;post79_5420.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt; &lt;b&gt;Segredos de Colônia de Sacramento&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;post79_5507.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Colônia tem vários segredos escondidos, muitos cantinhos que só se conhece procurando bem. Outro dia alugamos uma lambreta para explorar melhor essa cidade cheia de encantos. Pegamos a estradinha do litoral que percorre todas as praias mais próximas e fomos até a plaza de toros. A vista que se tem do centro histórico dessas praias é maravilhosa. Depois fomos conhecer as praias mais afastadas. Ferrando tem a areia branca e fininha, é cheia de sombra e tem um restaurante ótimo com churrasco uruguaio feito no carvão. Ficamos horas brincando com o João na beira d’água. Ele se divertiu, mergulhou, catou pedrinhas e caminhou muito. Depois dormiu profundamente na sombra de um enorme pinheiro. Quando acordou seguimos para o centro para almoçar. A comida daqui é muito boa, os restaurantes são de primeira, um luxo pra quem passou pela Bolívia e Venezuela recentemente. De barriga cheia fomos para a praia de Calabres,  mais afastada e deserta. Escolhemos uma rota alternativa de terra para desviar da estrada principal, pelo meio de um bosque lindo de pinheiros, com algumas casinhas, parecido com aqueles das fábulas infantis. A motoca agüentou firme e o João gargalhou com os solavancos do caminho. Até dormiu na moto com o vento delicioso. Depois de rodar quase meia hora, quando começamos a desconfiar que estávamos perdidos, encontramos a praia. Realmente é um segredo muito bem guardado. Linda e com apenas alguns banhistas aventureiros. Conversamos com um uruguaio, que nos disse orgulhoso que a tranqüilidade do lugar era algo impagável e que para crianças não havia lugar melhor. Ele estava certo, o João se esbaldou de tanto brincar. Aqui no Uruguai me chamou a atenção como as velhinhas são modernas e descoladas. A Ana conheceu uma senhora de oitenta anos, natural de Colônia, que passa o ano viajando entre montevideo, Punta del Leste e Buenos Aires. Divorciou-se do primeiro marido, teve mais dois, trabalhou com cinema e andava de moto. Vimos muitas chegarem na praia todas produzidas. Cadeira e óculos de sol, maiôs estampados e os inseparáveis bomba e cuia de chimarrão. Aliás por todo lado que se ande, desde Buenos Aires, praticamente todas as pessoas carregam em bolsas próprias, seu kit gaúcho: garrafas térmicas, cuia, bomba e o mate preferido. Andar pelas belas ruas de Colônia é uma viagem no tempo. Os casarões centenários são lindos e bem conservados, há muitos carros, motos e bicicletas antigas circulando, como num filme.  As pessoas botam as cadeiras nas calçadas, típico de interior, para assistir o fim de tarde. Antes de devolver a scooter ainda passeamos pelo centro histórico e tomamos uma cerveja num bar de frente para o rio. O João chegou no hostel exausto e tomou um banho meio dormindo. Ainda teve forças para comer um pêssego e apagou esparramado na cama. Deve ter tido muitos sonhos essa noite, depois de tantas emoções.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;pos79_5535.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title> Bela Colônia do SacramentoChegamos em Colônia do Sacramento e foi um pouco difícil achar hotel disp...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Tue, 19 Feb 2008 00:00:00 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt; &lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Bela Colônia do Sacramento&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Chegamos em Colônia do Sacramento e foi um pouco difícil achar hotel disponível. Demos sorte de tomar um táxi com um motorista bem legal(meu xará), que nos levou para procurar hotel e conversava muito bem em português. Conseguimos um quarto no Albergue de Español, que fica em um casarão colonial lindo, com um pátio interno cheio de árvores e redes. Parece uma Babel, viajantes de toda parte do mundo. O João já fez o maior sucesso com uma chicas argentinas e uns franceses. Está fazendo um calor enorme e com a proximidade do rio, a umidade lembra até a amazônia. A cidade está cheia, no auge do verão. Colônia foi fundada por colonizadores portugueses e mais tarde tomada pelos espanhóis. A cidade é maravilhosa e a bela arquitetura colonial nos é bem familiar. O centro histórico fica numa península que avança pelo Rio da Prata, nos dá a impressão de estar numa ilha. Aqui o silêncio só não é maior porque as maritacas não deixam. A tranqüilidade está estampada no rosto dos moradores. Nem os muitos turistas com quem esbarramos o tempo todo pelas ruelas tiram o sossego do lugar. É um lugar perfeito para relaxar. Nosso albergue tem internet e bicicletas de graça. Estamos pedalando muito por aqui, é tudo plano e as distâncias são curtas. Depois de Punta del Leste e da capital, aqui é o destino preferido dos turistas que visitam o país. Muita gente vem só passar o dia aqui e volta para Buenos Aires, mas Colônia merece uma visita bem mais demorada e relaxada. Há muito o que fazer por aqui. Ótimos restaurantes e bares. Lojinhas de artesanato. Se pode até alugar aqueles carrinhos de golf  e scooters para passear ou simplesmente sentar para tomar um sorvete e assistir o divino pôr do sol no espelho d’água do Rio da Prata. O João, apesar da irregularidade dos centenários paralelepípedos, caminha muito pelas ruas daqui e já ensaia até umas corridas. Vai caminhando e seguindo os cachorros que cruzam seu trajeto. Nosso pequeno viajante está cada vez mais com cara de menino travesso, anda aprontando todas. Outro dia se enfiou dentro do armário do nosso quarto e ficou lá quietinho escondido. Depois do susto, quando o achamos ele ria sem parar. Um moleque!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;post78_4122.jpg&apos; /&gt;</description>
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      <title>Simpatia em Carmelo, enfim Uruguai !!Queríamos ir para Colônia do Sacramento, no Uruguai, mas perdem...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 18 Feb 2008 00:00:00 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Simpatia em Carmelo, enfim Uruguai&lt;/b&gt; !!&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;post77_5396.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Queríamos ir para Colônia do Sacramento, no Uruguai, mas perdemos o barco. Nossa opção seria dormir mais uma noite em Tigre ou pegar o último barco do dia para a cidade de Carmelo. Achamos o nome simpático e nos informaram que de lá daria para tomar um ônibus até Colônia. Carimbamos os passaportes e embarcamos num enorme catamarã. Era um barco bem confortável com ar condicionado e bar. Não estava muito cheio e pudemos ocupar uma fileira de assentos inteira. O João adorou viajar em sua própria poltrona, foi sentado todo esparramado, se sentindo um rei. A viagem é linda, cruzamos o delta do Rio da Prata, passando por pequenos canais. Fomos tomando uma cerveja uruguaia e admirando a bela paisagem. Adormecemos e quando acordamos já estávamos no porto de Carmelo, cheio de gente nas praias e iates ancorados. Na aduana e imigração todos foram bem amigáveis tentando dar boas vindas em português. Me senti um pouco chegando em casa. Depois de mais um carimbo de um pais diferente no passaporte, saímos caminhando pela avenida da beira do rio. A cidade é bem pequena e linda, toda bem cuidada. Tem poucos turistas estrangeiros e muitos uruguaios em busca de sol.  Todos circulam de bicicletas e motonetas. Fomos logo tomar o ônibus para Sacramento, mas só teria um as dez horas da noite. Assim decidimos ficar um dia e curtir a tranqüilidade bucólica do lugar. O tempo aqui é outro, parece que tudo acontece mais devagar. O João ficou feliz com a paz local, em nosso passeio caminhou muito. Enquanto comia uma maçã raspada na pracinha, ficou amigo de umas crianças que estavam brincando. Acabamos dormindo em um hotel no centro e mais uma vez nosso pequeno conquistador caiu nas graças da recepcionista. Ele tem batido o recorde em horas de sono, aqui chegou a dormir mais de dez horas seguidas. Está um dorminhoco. Ainda saímos para jantar e tomar mais umas deliciosas cervejas uruguaias. Em São Paulo pagamos uma fortuna por elas e aqui custam pouco mais de um dólar. Vale a pena fazer essa viagem para o Uruguai via Carmelo.Tudo ficou ainda melhor com o bom humor e simpatia dos uruguaios. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;post77_3952.jpg&apos; /&gt;</description>
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      <title>Barcos, mosquitos e parrillas em TigreDormimos muito e acabamos saindo tarde para Tigre. Na noite an...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sun, 17 Feb 2008 00:00:00 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Barcos, mosquitos e parrillas em Tigre&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Dormimos muito e acabamos saindo tarde para Tigre. Na noite anterior tivemos uma das poucas noites boêmias da viagem. Ficamos ouvindo até de madrugada uma francesa que cantava divinamente com seu acordeom. Pascale era profissional, tinha uma voz linda e estava viajando pela américa do sul tocando e cantando em bares. Tivemos sorte em assistir o pequeno show no terraço do hostel. Estava uma linda noite de verão com céu estrelado. Depois ficamos amigos, ela nos deu de presente um cd seu e gravamos uns cds com música brasileira para ela. Finalmente depois de guardar mais da metade da nossa bagagem(que está ainda maior depois das compras em Buenos Aires) no hostel conseguimos partir.&lt;br/&gt;Tigre é uma cidadezinha linda no delta do Rio da Prata. Viemos de trem numa viagem de pouco mais de uma hora, que cruza os subúrbios de Buenos Aires. Aliás, como essa cidade é européia, até os subúrbios são lindos e já na saída da maravilhosa estação Retiro(toda em ferro fundido e estilo inglês) se tem uma sensação de viajar pelo velho continente. Dentro dos vagões há de tudo e a sensação está mais para Central do Brasil. Vendedores ambulantes, pedintes e até gente cantando em troca de umas moedas. Quando chegamos, a cidade estava lotada. Tigre é o balneário mais próximo de Buenos Aires e é invadida nos fim de semanas e nas férias. Muita gente vem passar o dia e fazer os passeios de barco pelo Delta ou se divertir no parque de diversões e no cassino. As praias daqui são um pouco sem graça, se comparadas com as do Brasil. A cidade tem um certo ar aristocrático, com seus diversos clubes de remo e mansões na beira do rio. É muito bonita e vale uma visita mais demorada. Ficamos em um hotel de frente para o mercado de frutas na beira do rio. A dona do hotel ficou apaixonada pelo João e ele por ela. Aqui ele ficou fascinado com o vai e vem dos barcos. Adorou os antigos e lindos barcos a remo de madeira, ficou horas brincando com os que estavam atracados no cais. Passeamos muito pelas ruas super arborizadas e pelo terminal fluvial. As ilhas do rio são cheias de pousadas e chalés, mas decidimos ficar longe para poupar o João dos mosquitos. Estamos mais carnívoros que nunca, desde Buenos Aires não conseguimos resistir as deliciosas parrilladas. Daqui vamos tomar um barco e cruzar o Rio da Prata em direção ao Uruguai(onde provavelmente continuaremos carnívoros!!).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;post76_5336.jpg&apos; /&gt;</description>
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      <title>Mais Buenos Aires...Em poucas cidades ficamos mais do que quatro ou cinco dias. Em uma viagem como e...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sat, 16 Feb 2008 14:01:52 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;img src=&apos;post75_5173.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Mais Buenos Aires&lt;/font&gt;...&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em poucas cidades ficamos mais do que quatro ou cinco dias. Em uma viagem como essa há muitas coisas, lugares para conhecer e por mais que pareça estranho, sempre falta tempo... Na última semana não conseguimos pensar em outra coisa a não ser em explorar a linda Buenos Aires. São muitas as possibilidades e por onde andamos nos encantamos. João adorou ficar mais livre e andar sozinho pelas calçadas. Todos davam risadas e ele seguia sempre em frente, muito confiante, com seus bracinhos um pouco levantados para ter mais equilíbrio, mas mesmo quando caía levantava em seguida e continuava seu caminho. Agora ele já quer comer sozinho e fica pescando a comida no prato com o garfo. Quando consegue fica todo orgulhoso e faz alguns malabarismos para levar até a boca e de um jeito muito particular - uma técnica que ele desenvolveu e aprimora a cada dia – ele come, depois olha para a gente e ri feliz. A cada dia que passa percebo como ele está cada vez mais independente. É louco, porque ele tem apenas um ano e três meses, mas fico pensando como criamos nossos filhos para a vida e nada além disso... E mesmo `eles muito pequenos já tem suas preferências e fazem suas escolhas o tempo todo. Sabemos que a volta está próxima, apesar de ainda não termos marcado uma data específica. Todos nos perguntam quando chegamos e ainda não sabemos direito, mas temos a sensação de que um dos nossos sonhos foi muito bem realizado. Agora já estamos um pouco cansados, todos nós e inclusive o pequeno viajante que dorme ao meu lado e já são mais de 11 da manhã...  Pensar em terminar a viagem em Buenos Aires é como concretizar um projeto da melhor forma possível. Na verdade, já estamos com saudades de tudo, da arquitetura colonial, da praça de San Telmo e de todo o bairro, da música nas ruas, do tango e da leveza de sua dança (contraria `as letras tristes e melancólicas), do calor que pegamos, do sanduíche delicioso de churrasco do mercado , de todos do nosso albergue, da gentileza de todas as pessoas que conhecemos, das ruas de dentro de La Boca que mostram a autenticidade do bairro (diferente do clima turístico do colorido Caminito), das ruas arborizadas de Recoleta e de seu sofisticado cemitério, das lojinhas descoladas de Pallermo, do centro, do lomo SENSACIONAL do restaurante Desnivel (a melhor carne que já comi em toda minha vida), dos sorvetes cremosos e deliciosos, da pizza do Mi Tio, que pela primeira vez nos sentimos tão bem servidos como em Sampa, dos vinhos, de todos os parques e praças bem cuidadas, da ponta de estoque da Puma, que é “ponto de encontro”  dos brasileiros, rrrrrssssssss, de todo o charme do Café Tortoni, dos nossos tão queridos amigos Du e Mari que encontramos depois de quase dez anos e foi incrível como que o tempo não mudou em nada nossa amizade, a forma de se sentir `a vontade durante as conversas, parecia que estávamos na faculdade e que tinha visto meu amigo na semana anterior, muito especial! Enfim, são muitas as lembranças, poderia ficar  listando durante dias..&lt;br/&gt;Depois dessa semana intensa decidimos seguir viagem, mas guardamos parte da nossa bagagem em Buenos Aires, pois queremos voltar e ficar mais alguns dias antes de partir.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;post75_5181.jpg&apos; /&gt;</description>
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      <title>Mi Buenos Aires queridaNosso vôo até a terra de Borges e Gardel foi exaustivo. Saímos de Caracas, fi...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sat, 9 Feb 2008 00:00:00 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Mi Buenos Aires querida&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nosso vôo até a terra de Borges e Gardel foi exaustivo. Saímos de Caracas, fizemos escala em Manaus e seguimos para Guarulhos onde tivemos que trocar de aeronave e seguir para Buenos Aires. Foi o dia todo de viagem, mais de dez horas de vôo. Em São Paulo,enquanto esperávamos nosssa conexão, deu uma vontade de dar um pulo em casa para ver como andam as coisas. Bateu uma sensação estranha de estarmos tão perto e ao mesmo tempo tão longe da nossa realidade paulistana. Enfim chegamos a capital portenha de noite e demos sorte de conseguir vaga num hostel que fica em um casarão colonial bem no coração de San Telmo, a meca do tango. Nunca tinha vindo para cá no verão. Está fazendo um calorão que até lembra o Rio de Janeiro. Ficamos um dia de molho, para recuperar as forças, só comendo,dormindo e lendo. No dia seguinte saímos para bater perna. Andamos muito por aqui, a cidade está cheia e vibrante. Aqui o João já caminha em volta do quarteirão feliz da vida e fica bravo se o pegamos no colo. Vai falando e sorrindo para todo mundo pelo trajeto, uma simpatia. Ontem paramos no fim de tarde para tomar uma cerveja e olhar os dançarinos de tango na praça Dorrego e o pequeno aprontou. Assim que o garçom colocou as duas canecas de chopp na mesa, ele esbarrou em uma e me deu um banho de meio litro de Quilmes gelada. Lavou a alma. Depois ficou hipnotizado com o tango que rolava ali na nossa frente. Acompanhou, muito concentrado, cada passo certeiro do casal que dançava, durante um tempão. Quando se encheu foi perseguir pombos, seu esporte preferido. No nosso hostel ele já é popular, um monte de gente passa pelo nosso quarto chamando seu nome. Anda se esbaldando com as maravilhosas frutas argentinas, adorou especialmente as peras, ameixas e pêssegos. Algumas vezes que olho para ele percebo como está ficando mais menino e menos bebê. Passa rápido nosso tempo... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;post74_5123.jpg&apos; /&gt;</description>
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      <title>Trapalhadas em CaracasChegamos em Caracas no meio da confusão do carnaval. Ficamos num hotel em Saba...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 8 Feb 2008 12:11:11 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Trapalhadas em Caracas&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Chegamos em Caracas no meio da confusão do carnaval. Ficamos num hotel em Sabana Grande bem perto do Bulevar, a principal rua de pedestres. Todos os dias milhares de foliões se acotovelavam por esta avenida num animado carnaval de rua. É o carnaval mais família que já vi. Todos bebês e crianças usavam fantasias super bem produzidas e seus pais e mães desfilavam para exibi-los. Tinha de tudo, desde abelhinhas e joaninhas até guerrilheiros com fardas camufladas(que só me lembrava o Chávez). O João ficou bem agitado com a bagunça. Se divertiu com as crianças fantasiadas e a chuva de confetes e espuma. Ficava olhando tudo com uma atenção enorme e dançou bastante com as músicas que ia ouvindo. Em toda Venezuela não há cidade que não tenha uma praça com uma estátua de Bolívar e aqui na capital a imagem do libertador está em todos os cantos. Quando fomos ao centro, paramos em uma loja para comprar uns enfeites de carnaval. Exatamente em frente era a casa onde nasceu Símon Bolívar, hoje um ponto turístico. O João ficou brincando um tempão no portão da casa, que tinha uns detalhes de ferro. Na Plaza Bolívar ele pirou com os pombos, e agora andando, perseguiu-os sem piedade. Até arriscou umas corridas e ficava olhando eles voarem até as arvores. No meio dessa praça tem a estátua eqüestre mais curiosa de Bolívar. Foi feita na Europa e trazida de navio depois de passar tempos no fundo do mar devido a um naufrágio. Tirando a parte histórica, que é linda, o centro é muito confuso e sujo. Nunca fui muito com a cara do presidente Chávez . Durante nossa viagem vi tanta propaganda oportunista e populista de seu governo que tomei um asco total dele. Me pareceu piada sua postura socialista de “ o povo no poder” e seu discurso  anti imperialista, um vazio completo. Sei que a cidade tem museus lindos, mas não deu para visitar, pois estavam todos fechados. De toda a viagem aqui se fala o espanhol mais difícil de entender, agravado muitas vezes pelo mal humor dos venezuelanos. Geralmente ficamos tristes de ir embora dos lugares. Mesmo tendo que acordar as quatro horas da manhã para pegar nosso vôo para Buenos Aires, sentimos um alívio em deixar Caracas. No aeroporto ainda passamos mais momentos de raiva. Tivemos que trocar mais dólares para pagar a taxa de saída e sobraram duzentos mil Bolívares(US$ 70). Logicamente me dirigi a uma casa de câmbio para destrocar o dinheiro em dólares pois bolívares de nada me adiantariam na Argentina. Simplesmente me informaram que eu não podia trocar e que a solução era gastar ou levar o dinheiro de recordação(juro!!). Nem brigando muito conseguimos trocar os bolivares. Acabamos gastando em xampus, cremes e fraldas(a Ana sempre gostou de cosméticos e aproveitou para renovar nosso estoque farmacêutico. Só que tudo ficou apreendido depois no aeroporto de Guarulhos onde fizemos escala). No freeshop ainda compramos, `as pressas, quatro quilos de chocolate( que ainda não foram apreendidos mas nos deram algumas espinhas e tornaram nossas mochilas ainda mais pesadas). Ainda passei uma situação mais surreal quando chegamos ao portão de embarque. Fui chamado pelo auto falante e me falaram que eu teria que ir até o setor de bagagens. Tive que vestir um colete fosforescente e fui acompanhado por um agente do aeroporto até a oficina da guarda nacional que fica ao lado da pista onde estão os aviões. Quando cheguei lá um soldado, supervisionado por um oficial, colocou meu mochilão em cima de um balcão e depois das perguntas iniciais começou a tirar tudo de dentro, item por item. Examinou filme por filme e tive que quase dar uma aula de fotografia para que entendesse porque alguns filmes tinham as pontinhas para fora e outros não. Ainda teve a cara de pau de me dizer que eu deveria comprar uma câmera digital. Resumindo, fiquei ali por mais de uma hora até o infeliz do guarda revistar a última peça. No fim largou tudo uma zona e eu tive que arrumar tudo dentro da mochila novamente. Quando eu voltei a Ana estava assustada com a demora. Os passageiros e tripulação da Tam também estavam furiosos, estavam todo esse tempo só aguardando nosso embarque. Não vamos sentir saudades de Caracas. Minha antipatia por Chávez está consolidada!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;post73_5090.jpg&apos; /&gt;</description>
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      <title> Pré carnaval em Tucacas Viemos para Tucacas com o objetivo de visitar o maravilhoso Parque Nacional...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sun, 3 Feb 2008 13:35:12 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt; &lt;img src=&apos;Post72_5019.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;Pré carnaval em Tucacas&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;post72_4973.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Viemos para Tucacas com o objetivo de visitar o maravilhoso Parque Nacional Morrocoy. A cidade de beira de estrada não tem nada de interessante e é muito feia, mesmo assim conseguimos ficar numa pousada simpática de dois mergulhadores. Um é belga e o outro alemão e ambos estão há quase vinte anos aqui. No meio dos coqueiros eles tem gatos, cães, papagaios e araras. Nem preciso contar que o João fez a festa com os bichos. Agora andando, nosso pequeno está impossível, não fica parado nem um minuto. Em todos lugares por onde passamos, por segurança, vamos vedando as tomadas com fita adesiva. Ontem esquecemos de repor a fita depois de usar a tomada e em um segundo que descuidamos dele, já tinha levado seu primeiro choque. Chorou um pouco, mas não foi nada. Morrocoy é um parque cheio de ilhas virgens e praias lindíssimas. As duas portas de entrada são as cidades de Chichiriviche e Tucacas. Chegamos com muita vontade de ir logo para as ilhas e passar o dia em alguma praia, mas no primeiro dia choveu muito e os barcos não saíram. Acabamos indo a praia só no fim da tarde, mesmo nublado. A cidade estava se preparando para receber os milhares de visitantes no carnaval. Descobrimos uma padaria ótima aqui, parecida com aquelas de São Paulo. Só comemos lá, até porque, os restaurantes daqui são péssimos. No segundo dia demos sorte, pois amanheceu um dia lindo. Pegamos um dos primeiros barcos e nos mandamos para as ilhas. Realmente não podíamos ter ido embora sem visitar esse paraíso. Águas transparentes,areia branquíssima, maguezais e coqueirais. Tudo de bom, parecia um sonho(as fotos descrevem melhor...). Ainda almoçamos um delicioso prato de ceviche mixto(lulas, camarão, peixe e polvo) na maravilhosa praia Cayo Sombrero. O João relaxou tanto que dormiu mais de duas horas debaixo de um coqueiro. Muita gente acampa nessas ilhas depois de tirar uma permissão. Nós desistimos dessa empreitada, pois os mosquitos são vorazes. Os sancudos, como os locais os chamam, são menores que formigas mas fazem um estrago desproporcional ao seu tamanho. Quando chegamos de volta ao píer, a cidade estava começando a virar um caos por causa do carnaval. Multidões de turistas chegavam de todas as partes. Era nossa hora de deixar Tucacas. Foi uma despedida do Caribe em grande estilo. Esse paraíso vai ficar em nossa memória por muito tempo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;post72_5038.jpg&apos; /&gt;</description>
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      <title>De volta ao mar do Caribe em Adícora Viemos parar em Adícora por acaso. Quando desembarcamos na rodo...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sat, 2 Feb 2008 00:00:00 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;De volta ao mar do Caribe em Adícora&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;post71_4691.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Viemos parar em Adícora por acaso. Quando desembarcamos na rodoviária de Coro estava um calor muito forte. O céu azul e sol reluzente nos deu vontade de voltar para praia e não ficar em Coro como tínhamos planejado. Não sabíamos exatamente para onde ir. Conversando com um taxista, ele nos sugeriu a pequena Adícora, dizendo que era a praia mais próxima e que a viagem de uma hora sairia por uns oitenta mil bolívares(vinte dólares).  O câmbio aqui na Venezuela é um pouco complexo. Oficialmente um dólar vale dois mil e poucos bolívares, mas todos sabem que essa cotação é irreal. Todos usam o câmbio negro que paga até cinco mil para cada dólar(até agora só conseguimos quatro mil). Ou seja, usar o cartão de crédito ou casas de câmbio oficiais é a maior furada. Todos trocam dólar na rua, porém é mais seguro buscar algum comércio ou hotel. O motorista do táxi era uma figura, muito gente fina, dirigia um daqueles carrões velhos caindo aos pedaços, que aqui eles chamam de carritos. Apesar do estado do carro viajamos com ar condicionado, no maior conforto . Fomos conversando e ouvindo um cd de salsa e clássicos caribenhos no maior volume pela estrada. O João, depois de dormir quase as quatro horas da viagem no ônibus, estava com a bateria carregada. Mexeu em tudo dentro do carro. O motorista não acreditou quando ele começou a dançar  e bater palmas ouvindo as músicas. Ele tinha netos da mesma idade e ficou tão feliz que quando chegamos nos deu de presente o cd. Depois de nos deixar no hotel ainda voltou para devolver o carrinho do João que tínhamos esquecido no táxi. Já tinha lido sobre Adícora no guia e sabia que era um lugar interessante, mas o pequeno vilarejo nos surpreendeu. Fica na linda península de Paraguaná, na costa noroeste, onde o continente venezuelano avança mar do caribe adentro. É o ponto do país mais próximo de Aruba e tem praias fantásticas e um casario colonial lindo. Foi paixão`a primeira vista. Voltamos `a vida boa de turistas no Caribe. Na praia daqui, que tem a areia mais dura, nosso pequeno viajante está andando sem parar. Estamos orgulhosos do andarilho. Ele mesmo, quando se dá conta que está caminhando tanto, sorri, orgulhoso de si próprio. Ficamos com vontade de alugar um carro e viajar pelas várias cidadezinhas da península. Existem praias muito lindas e aqui o preço da gasolina é incrivelmente barato. Um litro custa trinta centavos de dólar, dá para rodar muito gastando pouco. Infelizmente nosso tempo aqui na Venezuela está corrido pois temos que pegar um vôo em Caracas em alguns dias. Um dia voltaremos com tempo suficiente para conhecer mais desse país maravilhoso.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;post71_4771.jpg&apos; /&gt;</description>
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      <title>Enfim, Venezuela.Depois de mais de três meses viajando chegamos `a Venezuela. Antes de sairmos de Sã...</title>
      <link>http://www.comumbebenamala.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 1 Feb 2008 00:00:00 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.comumbebenamala.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Enfim, Venezuela.&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Depois de mais de três meses viajando chegamos `a Venezuela. Antes de sairmos de São Paulo imaginava que iríamos no máximo até o Peru e já me satisfazia com essa possibilidade. Enquanto isso, Ferdinando já estava pensando no México, Cuba etc A verdade é que para viajar basta ter um bocado de coragem, fé e jogo de cintura para improvisar muito durante o caminho. Todo o resto se resolve... Tinha muitos medos antes de embarcar nessa aventura com o nosso pequeno João. Como toda mãe ficava pensando no bem estar dele, no conforto, na (falta) rotina, na alimentação, nas diversas camas e quartos diferentes, ..., enfim, em mil coisas. Mas nada disso se transformou em problemas que nos impedissem de continuar na estrada. Na verdade, o pediatra do João sempre nos apoiou muito nessas perspectivas de viagem, dizendo que ele estaria sempre bem desde que estivesse com a gente. E é certo! Assim como qualquer pessoa os bebês também têm uma capacidade de adaptação gigantesca e logo que nascem passam a ser nossos companheiros, sempre. Imagino que essa experiência enriqueça sua vida e abra sua cabeça para as diversas formas de vida, de linguagem, de costumes, culturas etc Começamos a viajar com nosso pequerrucho quando ele tinha apenas um mês e meio, pois nossas famílias estão espalhadas pelo Brasil, entre Rio, Brasília e Minas Gerais. E com quatro meses ele conhecia uns seis estados do nosso País. Sempre se comportou muito bem, apesar da fase das cólicas. E para nós isso foi mais um fator fundamental que nos impulsionou a realizar um sonho que temos há mais de oito anos. E agora estamos na Venezuela, subimos muito até aqui e sempre por terra. Desde que chegamos no Chile, em Santiago, quase todo o caminho (com exceção de Cali – Cartagena) foi feito em cima de muitas rodas. Mil estórias, nem sei quantos ônibus ou quantas horas gastamos – depois quero fazer esses cálculos, por curiosidade. E o nosso João foi numa boa, dormindo a maior parte do tempo em qualquer meio de transporte: barcos, trens, ônibus, caminhonetes, carros, vans, aviões etc Viemos longe e mais uma vez enfrentamos outra fronteira, entre Colômbia e Venezuela. Como os meios de comunicação têm mostrado, as relações entre esses dois países andam meio estremecidas. E durante as oito horas de viagem entre Santa Marta e Maracaibo fomos parados umas cinco vezes pela polícia  armada e pelo exército que revistaram toda a bagagem do ônibus com cachorros e sempre nos pediam todos os documentos. Um clima ostensivo para quem estava saindo de um paraíso belíssimo na praia como Taganga. Estávamos em outro ritmo e tudo me pareceu muito estranho. Em uma dessas paradas, Ferdinando estava dando comida para o João, quando um policial depois de ver os passaportes e identidades de todos os passageiros pediu que ele o acompanhasse descendo do ônibus. Não entendi nada e continuei tentando dar comida para o João, que parou de comer imediatamente após a saída do pai. Fiquei bastante tensa, já que quando olhei para fora não o vi mais e não sabia o que estava acontecendo. As pessoas no ônibus pararam tudo para observar e nesse momento percebi que o tinham levado para uma casinha, onde estavam ele e mais dois policiais. Me falaram para descer com o João nos braços e ir até lá tirar satisfações. Enquanto eu tentava não transparecer o nervosismo para o João, os policiais interrogaram o Fernando, queriam saber quem ele era, o que fazia, o por quê das férias na Venezuela, o que estava fazendo lá, de onde vinha, para onde ía, qual a sua origem e principalmente quanto tinha de dinheiro. Retiveram nossos passaportes e questionaram ele não ser parecido com a foto do meu documento. Claro, era o meu passaporte e não o dele. Depois o revistaram e pediram que tirasse todo o seu dinheiro. Na verdade, queriam isso, estorquir! Ficaram perguntando aonde ele trocaria seus dólares e falando que era melhor, mais seguro que trocasse ali com eles. Ferdinando não se intimidou em nenhum momento e ao final conseguiu sair dali, para o alivio da gente e de todos, sem dar um centavo para aqueles policiais corruptos. Ao chegar no ônibus todos queriam saber o que tinha acontecido, o que eles queriam e perguntaram se ele tinha dado grana. Ele subiu as escadas sorrindo e dizendo que como um bom carioca estava acostumado com maus policiais, que estão por toda parte e que não tinha cedido `a pressão deles. João se acalmou e voltou a comer depois de um tempo. Seguimos a viagem com mais uma estória pelo caminho... Enfim, chegamos na Venezuela.     &lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;post70_3166.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;</description>
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